As maratonas das arcadas.

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Na década de 60 podia-se circular por baixo de quase todas as arcadas da Praceta do Junqueiro. Exceptuava-se principalmente o hotel  S. Julião. Inspirados por algum evento desportivo voluntariaram-se vários jovens para competir a ver quem conseguia dar mais voltas à Praceta a correr. Já nessa altura não desistia e não gostava de perder. Tirem as conclusões…

Havia sim alguns desportistas na Praceta. Já anteriormente me referi ao Mário Simões que alem de ser um craque em natação e raguebi  tambem jogava à bola.

Um ano compôs-se uma equipa do Carcavelos em que entre outros figuravam o Mário e um tal Pavão que era quem marcava os golos. Foi uma boa equipa que chegou a despertar o interesse dos clubes grandes.

Outro atleta da nossa praça era o Zé Manel da Marina! Andava no atletismo e nas corridas de meio fundo ou fundo. Ele depois há-de esclarecer aqui as coisas e dar algumas explicações. É que uma vez fomos ao Estádio Nacional ver e apoiar o Zé em competição. As coisas até estavam a correr bem só que a uma certa altura começou a puxar pelos calções como que a queixar-se que lhe estavam a apertar ou a apertar qualquer coisa. Enfim foi uma carreira que não deu para chegar aos Olimpicos!

Após mais de 40 anos…O Raminhos!

PiccadillyEm continuacão do texto anterior vou expor algumas das memórias relacionadas com a minha vida em Carcavelos, mais própriamente na Praceta do Junqueiro. A Praceta fica no fundo da praia de Carcavelos, para quem vem de Lisboa, mesmo à saída da marginal.

Foi aí que passei tres dos melhores anos da minha vida. Na Praceta havia muitos jovens de diferentes idades e nunca era dificil estar num convivio com eles. Um deles era meu vizinho e amigo o João Raminhos e vejam lá que tambem acabo de o reencontrar por diversos esquemas de internet!. Residente no Luxemburgo já há muitos anos tinha-o perdido de vista algures em Londres naquela que teria sido a sua primeira viagem ao estrangeiro, em 1970.

O João era um aficionado do desporto e não havia nada que ele não captasse de noticias desportivas. O rapaz era uma enciclopédia desportiva. Andava comigo no Liceu de Oeiras e jogava à bola como todos os outros rapazes da Praceta além de andar aos gambuzinos e outras coisas que felizmente já foram arquivadas!

O pai Raminhos era o dono duma papelaria e tambem do Café Atlantico que agora é uma fina marisqueira onde faço questão de ir jantar quando estou em Portugal. Era aí que íamos aos domingos ver os desenhos animados do Bugs Bunny e uns anos mais tarde beber umas imperiais! Aí na esplanada do café passam em revista muitos daqueles personagens que foram tão importantes para mim no periodo da adolescencia. Despedi-me deles abruptamente pois já não fazia tenção de voltar quando no dia 11 de septembro de 1968 saí para Londres munido de passaporte português, duma licença militar e de um bilhete de avião (para estudante que era mais barato).

Recordo-me do Luis Lacerda, do Mário Simões e do Toni Feio que infelizmente já não estão connosco. Das irmãs Mette e Anita Amundsen que não nos passavam cartão. Do João Paulo e da Paulucha! Da Luisa, da Marina, do Johnny e do Zé do Carmo,do João Cardoso filho do Sr. Virgilio, do Zé Borsatti. Enfim deles todos me lembro e de muitos outros que por aí passaram  nesses anos! Deles terei mais histórias para contar! Por agora fico feliz por ter reencontrado o Raminhos!