Travels with Grandpa 2010 (11)

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We travelled with Helena to Great grandpa at Guerra Junqueiro avenue -where we all could relieve ourselves. After that Greatgrandpa drove away towards the mountains in Sintra and on our way there we got acquainted with the coast and the impressive Atlantic waves. We all ate at a restaurant.

As this was happening we were curious to know what Grandpa and Patricia were up to in Viseu. They visited a very large mansion that had belonged to Patricia’s family and that had now been rebuilt for rural tourism for foreigners. The house had been bought by a Dutch couple and now it was owned by English people. Patricia got very sentimental as she had such strong memories from this place. In the evening and after long farewells with kisses and hugs Patricia and Grandpa left father-in-law Julio brother-in-law Cristóvão (Quitó) among a number of newly acquired family members!

Sunday! The whole group went to Belém. Grandpa showed the way on the tram from Terreiro do Paço. It was boiling hot and Vótetta had made
sandwiches, for our picnic. Grandpa and Patricia went into the Belém
tower. Nobody else had the strength. D & D were also there and that was fun. Eventually we all went back for a short visit to Jerónimos.
Back in S. Bento, we kids went to the Estrela Park and lived an adventure with some other children. We ate out and Daniel and Jonatan followed with Grandpa for a glimpse of the Pombal statue.

We now lived through the hottest day. Temperatures were up in the 40s. We took a taxi to the Amoreiras where Grandpa opened a bank account.  Jonatan and Grandpa had a haircut in Algés.
After that we could only stay indoors and wait for the sun to go down a bit. We visited the Poets Park in Paço d’ Arcos, and Grandpa explained about some of the writers and especially   Alexandre O’Neill that Grandpa had lived with as a child. We now know that Grandpa has spoken to two people who are now statues O’Neill and Eusébio. Afterwards we went back on Vótetta’s car and looked for a restaurant where they could hit dead crabs with a hammer. Liv and Helena had gone to the beach and Liv got a rash.

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Los Martinhos de España

Martinho

Por alguma coisa me deram o nome de Martinho… nunca tive outra informação que não fosse em honra do tio do meu pai, Martinho Caldeira Ribeiro. Este tio era um homem alto e forte, que cheguei a conhecer em muito pequeno, numa das suas poucas visitas a Lisboa!

O tio Martinho vivia desde a guerra civil de Espanha em Madrid. A sua residencia ficava no centro da capital espanhola mais própriamente na Calle Velazquez.  Teve várias filhas e finalmente um filho o Martinhito.

Este filho que tem sensivelmente a mesma idade que eu é portanto primo direito do meu pai. O Martinho era por conseguinte um nome de que se ouvia falar mas para mim desconhecido,tanto o pai como o filho!

Por falta de dados não posso fazer nenhuma descrição aprofundada sobre o Martinho senior sabendo entretanto que foi monárquico e que defendeu essa causa em Portugal. Como o Martinho filho tinha as suas raízes em Portugal era normal e natural que fizesse uma visita ao país de seu primogénito.

Os primos de Sintra terão tomado iniciativa de o convidar a Portugal e nesse programa planeou-se tambem uma estadia connosco na casa da Praceta em Carcavelos. Era normal até porque aí vivia a tia do Martinho a minha avó Bua. O Martinho não tinha ainda visto o mar e isso era algo que todos antecipavam com alguma excitação, incluido certamente ele próprio!

Lá nos contaram essa primeira experiencia e acabou por vir uns dias para Carcavelos com o Nuno nosso primo de Sintra passar uns dias. Fez-se praia e foi divertido não tendo eu sentido nenhuma dificuldade em entender a lingua castelhana que falava!

Era engraçado ter uma coneção espanhola que com a visita a Portugal do Martinho se materializou penso que no verão de 1967.
A terceira geracão de Martinhos está representada por Martinho Soto que teve a amabilidade de me conceder esta foto em que figuram seu pai e avô.
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Os ratos da cidade

R_ Etelvina Lopes de Almeida

Posso afirmar com alguma convicção que fui em pequeno mais rato da cidade que rato do campo. Isto não significa que não tenha tido experiências campestres.Estou a recordar-me de três destas sortidas para o campo.

Fomos algumas vezes à casa dos nossos primos Caldeira Ribeiro em Sintra, a Quinta dos Lilazes. A quinta  embora no centro da vila tinha campos com pomares e cheguei a ver pessoas de caçadeira e de perdizes à volta da cintura.

Uma outra visita que fazìamos algumas vezes foram aquelas com destino à casa de campo de Etelvina Lopes de Almeida na aldeia de Fontanelas, Sintra. A Etelvina como diziamos nós, sucedeu a Maria Lamas na direcção da revista “Modas e Bordados”, da qual a minha avó Rogéria era colaboradora. De Fontanelas associo o cheiro da massa de pão que uma aldeã amassava num local para onde me desloquei montado num burro.

Outra recordada deslocação foi a uma enorme quinta, propriedade da colega da minha mãe no Instituto Britânico, a Mrs. McMillan. Tive aí uma experiencia menos agradável quando o cavalo em que ía de passeio, subitamente decidiu começar a trotar, desejoso que estava, de voltar rápidamente à sua cavalariça. Lá me consegui manter na sela mas foi um momento assustador, enquanto um dos nossos anfitriões, pedalava e gritava uns metros atrás com o intuito de fazer parar a montada! Os filhos tinham os originais nomes de Peewee e Peewó.

Estarei agora a omitir os primeirissimos anos da minha vida que foram passados no campo ,na Beira Alta, mais concretamente na Urgeiriça mas isso fica para amanhã!

O ascendente Clemente Ribeiro

Clemente Ribeiro

A minha familia não é muito numerosa. Do lado paterno por exemplo não tenho primos direitos. O meu pai já teve e tem primos direitos. Os filhos desses são generalmente tambem considerados primos. È desses que hoje me estou a lembrar à medida que vou passando revista às memórias de infancia.

 A minha avó Bua ( Rogeria) teve duas irmãs a Tésinha e a Manuela e tres irmãos Vitor e Martinho, o outro irmão Emidio, terá morrido em África. Eram estes os Caldeira Ribeiro. As irmãs nao tiveram filhos. O tio Vitor teve um filho e o tio Martinho teve um filho e filhas mais velhas. Como o tio Martinho vivia em Madrid o contacto com eles foi muito sumário. Os netos de Vitor já estavam mais acessiveis pois viviam em Sintra. O ascendente comum era o meu bisavô José Clemente Ribeiro!

Lembro-me em pequeno de visitá-los numa altura em que Sintra ainda era vila e levava tempo a chegar lá e ainda éramos o Titi, o Pico e a Jo. A quinta em que viviam era linda. Era como estar no campo pois havia lá pomar e horta. Tambem um tanque onde se podia tomar banho quando o calor apertava. As pessoas iam à caça e ainda me recordo ver alguns homens com espingardas e perdizes.

 Era uma familia numerosa os, primos de Sintra, e a curiosidade que me chamava  a atenção era que todos tinham o nome Maria. Mas era com o Nuno Maria que tinha a minha idade e o Gonçalo Maria com a idade do Pedro (Pico), que brincávamos.