The new family ties

António Branco Cabral as a child on the right with family in Santarem.

If you are happy with your family tree and perfectly comfortable with your ancestry maybe you should not do a DNA test. In my case, not being specially interested, in coats of arms or any of those motives connected to finding nobility and the likes I am happy to find out as much facts as possible and the DNA path is extraordinary. Anyhow I did the DNA test with Myheritage and met with sensational findings.

As I have, on this blog, previously written about my research on the Henriques Pinheiro connection it feels necessary to put things right. My paternal grandfather was António Branco Cabral (Santarem 1893- Lisbon 1983). My genetical grandfather was not a figure unknown to us in the family, but indeed someone that I met and that was present in the life of my father and of my grandmother Rogéria with whom they secretly shared a son. I am convinced that my grandmother would not be unhappy with this turn of events (it now being known) as she had up to her death in 1977 kept a relation to the man who had another family but was the father of her only surviving child.

Who was then António Branco Cabral?

According to the “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol.2”  he completed is studies as a Civilian Engineer at the Instituto Superior Técnico in Lisbon in 1915. He was then called up for the army and served in the first world war from where he was evacuated in 1919 after being subject to gas. After returning he then started to work for the ministry of Public Works and in 1923, he oversaw the Roads department for his native District. He went on to work for the Portuguese Railway (CP) and placed on the Paris Committee for that company. In 1932 he returned from Paris and became General Secretary for the Portuguese Railway Company in which post he remained until his retirement in 1963. During those 32 years he was involved in the development of many enterprises and in the administration boards of several companies including the Uranium mines in Urgeiriça. It is mentioned that he published texts and poetry in different newspapers and magazines under cover of pseudonyms. A renowned personality in the Lisbon society he received several medals such as St Gregory order, of Civil Merit of Spain, and several commendations for orders such as the British Empire.

This finding om Myheritage was only possible because another grandson to António Branco Cabral namely Pedro Cabral Magalhães, also had done his DNA test there. As far as my dealings with Pedro are concerned, I only have positive experiences since this news were also unknown to him and I really feel that I have gained a cousin that three months ago I did not know existed. I am looking forward to meeting him soon.

I have, in other words, no genetical connection with the Pinheiros from the province of Beira Baixa and that is that. It does not mean that there are no emotional or other ties as my father always considered that his father was João Henriques Pinheiro and he spent time as a child mainly in the region of Rosmaninhal.  

 My extensive research on the family Pinheiro/ Rija in the municipality of Idanha a Nova in the district of Castelo Branco is available ad hopefully useful to anyone wanting to access it.

PS: Please feel free to add to this story on the blog.

António Branco Cabral on the right. First World War

Vida e morte no Rosmaninhal

No dia 16 de outubro de 1796 morre Maria Gonçalves Molineira no Rosmaninhal, de idanha-a -Nova. Dois meses antes tinha sido sepultado o marido, João Tonelho. Faz testamento no qual estipula que 140 missas serão dadas em seu nome. O testamento é longo e detalhado. Passo a a transcrever alguns dados. No próprio dia do falecimento é sua vontade que como esmola aos pobres  se cozam 3 alqueires de pão. Tambem no dia de todos os Santos pão de centeio para ser distribuido assim como na quinta feira de páscoa e nos tres dias seguintes. À tia Maria Ladoeira 1 alqueire de trigo e à sobrinha Teodora 2 alqueires para comprar umas roupinhas, assim como à filha Maria Faustina 2 alqueires de centeio tambem com o mesmo fim. Quanto ao manto de Saragoça vai para a prima Ana Torres. Passa a enumerar diversas roupas tingidas para familiares e para os pobres. Quanto às missas terão destinos diversos. “ 3 missas pelas penitencias bondades mal cumpridas, 3 pelas almas do fogo purgatório, São Camilo, Senhor da Boa Morte, S. Miguel, anjo da guarda e Virgem Santissima uma cada”. Tambem não esquece os santos da igreja e da capela aos quais dedica uma missa. Aos antepassados já falecidos e à sua sogra.

Ao filho deixa res ou besta da sua escolha assim como o cão que lhe der mais jeito. À neta uma colmeia já escolhida. E mais ou menos assim se tresladou a vontade de  Maria Molineira. A neta da sua neta Joana Tonelha será a minha bisavó Maria Rija.

Não teve uma vida longa a Maria Molineira pois faleceu aos 50 anos. Reinava em Portugal Dona Maria I se bem que já era o seu filho o futuro D. João VI quem reinava desde 1792, por doença mental da mãe. Nesse mesmo ano de 1796 a Espanha uniu-se com a França revolucionária, tendo como inimigo principal a Inglaterra que eficientemente fazia um bloqueio maritimo ao comércio naval.

A vida mais ou menos pacata do Rosmaninhal viria certamente a sentir com as invasões francesas dos tempos que se aproximavam.

 

Manuel Toscano foi para o Brasil

Penso que estou a ficar especialista nas freguesias do concelho de Idanha-a- Nova, distrito de Castelo Branco. Mais concretamente Monsanto, Rosmaninhal e Salvaterra do Extremo onde vou colecionando um verdadeiro banco genealógico.

A possibildade de a partir de casa de fazer pesquisa através do tombo.pt é o dado mais importante que permite este trabalho. À medida que mais individuos aparecem nas bases de dados tambem novas informações e interesses vão aparecendo. Li recentemente que o interesse por exemplo da medicina, da policia, etc, aumenta para a utilização de bases de dados dos programas de genealogia com por exemplo o Ancestry.

Foi exatamente nesse site do Ancestry que me apareceu esta ficha consular do Brasil autorizando que Manuel de Mendonça Toscano emigrasse para o Brasil em 1952 com trinta anos de idade. Como ele era de Monsanto e com aqueles apelidos que aparecem também nos meus antepassados é lógico perceber que teremos ascendentes comuns. Não sei nada sobre ele. Se ficou no Brasil, o que lá fez, se formou familia?

Penso que alguem dará com este texto do meu blogue brevemente e reconhecerá este familiar. Se assim for pode comunicar por este meio e terei todo gosto em passar as informações de que disponho.

Uma Rija Maria

Já vos tinha prometido um apanhado daquilo que vou sabendo sobre os antecedentes dos meus familiares com base em Salvaterra do Extremo. Hoje toca a vez à minha bisavó Maria Rija da qual nada se sabia até agora, ao menos da nossa parte. O que encontrei além de dar corpo e alma a uma mulher que nasceu na freguesia do Rosmaninhal em 1858 foi que se descobre uma nova pessoa, em vez daquela imagem estereotipica da criada, que teve dois filhos com o proprietário da terra.
Vou, com aquilo que tenho, tentar reconstruir os eventos  ligados à casa da rua de S. João naqueles anos de finans do século XIX. Em 1878 fica João Henriques Pinheiro viuvo com morte de sua mulher Maria da Graca e Moura. Deixa ela em morte 5 filhos- os Moura Pinheiros.
Em 1880 comeca-se a dar conta que Maria Rija que trabalha como criada na residencia da Rua de S.João está grávida. Vai para a Zebreira para ficar com uma tia- Isabel Affonso- e na Zebreira dá à luz o meu avô João.  Nesse batizado não se identificam os progenitores. Um ano depois nasce agora uma filha, já em Salvaterra, e se batiza  tambem com o nome Maria e cuja mãe se sabe agora ser Maria Rija filha legítima do casal do Rosmaninhal José Mendes Affonso e Rita Pomba Rija. A minha bisavó tem agora dois filhos recém-nascidos. Estes sabe-se mais tarde terem o apelido Henriques Pinheiro.

Em 1888, dois anos após o falecimento de João Henriques Pinheiro (1817- 1886), casa-se Maria Rija com José Fernandes Cypriano, alfaiate da terra e com ele tem pelo menos os filhos Isabel(1889), Germana(1890),Bartolomeu (1892) e José(1894). Não sabemos se o meu avô João conhecia estes meio irmãos uma vez que ficou ao cuidado de outro meio irmão o José de Moura Pinheiro. Podemos verificar que Maria Rija sabia escrever e que tinha um estilo forte e seguro quando assina o seu contrato de casamento. A minha curiosidade não termina aqui e continuarei a ver se descubro mais alguns factos sobre a vida e descendência da bisavó Maria do Rosmaninhal, concelho de Idanha-a-Nova. Esta reconstrução está baseada nos indícios daquilo que pude colher nos documentos da igreja e nunca saberemos ao certo e com exatidão o que se passou à volta do nascimento do meu avô João Henriques Pinheiro. Pode ser que alguém ainda possa elucidar. Principalmente gostaria de ver uma foto de Maria Rija.