A separação dos sexos

CIMG0130Vou hoje debruçar-me sobre o período de vida do Colégio Valsassina entre 1934 e 1959 que nos primeiros tempos desse período, teve como alunos o meu pai João Manuel Pinheiro e alguns dos seus amigos. Tambêm nesta altura lá andou o meu leitor assiduo, António Mendes, residente em Götene no Sul da Suécia!

Segundo nos relata Frederico César Valsassina primeiro director, nasceu o Colégio, dos esforços empreendidos com sua mulher Suzana Duarte, esta proprietária de um pequeno colégio, num primeiro andar na Rua de S. Marinha à Graça. Terá sido a partir desse colégio de instrução primária que cresceu o Valsassina. Depois de passar por vários locais foi alugado um prédio na Av. António Augusto Aguiar 130 e mais tarde em 1934 foi alugado o palácio dos Condes de Lousã no 148, nessa mesma avenida !

Não vou aqui alongar-me com muitos detalhes já que toda a história mais que centenária, do colégio Valsassina, está bem relatada e com muito pormenor no livro que aqui apresento em fotografia! Penso que houve uns pontos interessantes e que gostava de relembrar…Em 1934 o colégio era para rapazes e raparigas, por não existir ainda a lei que impôs a separação dos sexos. Na ocasião da lei, o Colégio perdeu de uma assentada, 140 alunas.

Em 1940 foi inaugurada a colónia de férias nas Azenhas do Mar que tinha como grande objectivo dar residencia durante o periodo de férias a alunos oriundos das colónias de África.

A filha Maria Frederica, do casal Valsassina, casar-se-ia com Mário Heitor que não sendo professor, veio fazer importante papel no que dizia respeito à economia e organização tendo sido introduzidas duas medidas de importancia sendo elas a divisão da anuidade escolar em 9 prestações e a obrigação de se depositar mensalmente uma determinada quantia para fazer face às despesas do verão.

Foi durante este período que se enraizou a prática do volleyboll que era sinónimo de desporto no Colégio. Quem lá andava jogava Volley! Entre estes temos o amigo do meu pai Angelo Valsassina, que fiquei a conhecer, por ter lugar cativo ao lado do meu pai no Estádio Alvalade (onde todos íamos sofrer) quando havia oportunidade, e foram muitas!

Foram estes anos que consolidaram a obra que permitiu a continuação e desenvolvimento do Colégio e que os seus ex alunos “não abandonam ao entrar para a vida sem a comoção e a dor da partida”!

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