Os ratos da cidade

R_ Etelvina Lopes de Almeida

Posso afirmar com alguma convicção que fui em pequeno mais rato da cidade que rato do campo. Isto não significa que não tenha tido experiências campestres.Estou a recordar-me de três destas sortidas para o campo.

Fomos algumas vezes à casa dos nossos primos Caldeira Ribeiro em Sintra, a Quinta dos Lilazes. A quinta  embora no centro da vila tinha campos com pomares e cheguei a ver pessoas de caçadeira e de perdizes à volta da cintura.

Uma outra visita que fazìamos algumas vezes foram aquelas com destino à casa de campo de Etelvina Lopes de Almeida na aldeia de Fontanelas, Sintra. A Etelvina como diziamos nós, sucedeu a Maria Lamas na direcção da revista “Modas e Bordados”, da qual a minha avó Rogéria era colaboradora. De Fontanelas associo o cheiro da massa de pão que uma aldeã amassava num local para onde me desloquei montado num burro.

Outra recordada deslocação foi a uma enorme quinta, propriedade da colega da minha mãe no Instituto Britânico, a Mrs. McMillan. Tive aí uma experiencia menos agradável quando o cavalo em que ía de passeio, subitamente decidiu começar a trotar, desejoso que estava, de voltar rápidamente à sua cavalariça. Lá me consegui manter na sela mas foi um momento assustador, enquanto um dos nossos anfitriões, pedalava e gritava uns metros atrás com o intuito de fazer parar a montada! Os filhos tinham os originais nomes de Peewee e Peewó.

Estarei agora a omitir os primeirissimos anos da minha vida que foram passados no campo ,na Beira Alta, mais concretamente na Urgeiriça mas isso fica para amanhã!