Sou saloio

Assento de batismo de Manoel Teodósio da Silva

Nestes dias que vão correndo de epidemia pandémica a pesquisa familiar é um passatempo ideal. Resolvi estudar os meus antepassados de Azueira, concelho de Mafra. O avô paterno da minha avó materna chamava-se Manoel Teodósio da Silva. Foi batizado na igreja de S. Pedro de Grilhões e tinha nascido em novembro de 1810. Era costume batizar as crianças com apenas um nome e ele era por conseguinte Manoel. Não sei ainda para onde foi nem tão pouco quando morreu. Os pais eram Domingos da Silva e Maria da Encarnação. Com a pesquisa dos familiares de Azueira fiquei a conhecer inúmeros lugares como Casal da Pestana, Vermoeira, Barras, Bandalhoeira, Livramento, Sevilheira, etc.

Calculo que ainda andarão alguns parentes afastados por essas bandas e atendendo aos movimentos de migração urbana que conhecemos estarão principalmente em Lisboa ou Torres Vedras.
A vida na freguesia de Azueira seria semelhante ao do resto do país e da Europa. Dou conta que famílias inteiras não sobreviviam calculo que à tuberculose e há exemplos de casais com imensos filhos que nasciam em espaços de dois anos para acabarem falecidos em criança. Como deveria ser duro para essas famílias…
Manoel Teodósio casou com Teresa Francisca Ribeiro de Enxara do Bispo, logo ali ao lado e foi o nome Ribeiro que continuou a descendência com o meu bisavô José Clemente Ribeiro como meu ascendente mais próximo mas ele próprio descendente das gentes da Azueira.

Igreja de S. Pedro de Grilhões na Azueira

Os Caldeira Ribeiro

Regresso hoje ao tema dos Caldeira Ribeiro por uma razão muito simples. Colhi novas informações a partir das pesquisas que vou fazendo através da internet e do tombo.pt. Tambem reli alguns mails do meu falecido pai João Manuel Henriques Pinheiro que relata ainda alguns dados sobre outros familiares Ribeiro dos quais tentarei saber algo mais.

No sábado dia 4 de março de 1880 na igreja de S. Miguel da Sé de Castelo Branco apresenta-se a nubente Amélia Olimpia Adelaide Caldeira para contraír casamento com José Clemente Ribeiro. Este casamento é por procuração já que o nubente não está presente. Segundo os dados dao assento da cerimónia, José Clemente é empregado de comércio no Porto onde reside na freguesia da Sé. Amélia é modista e com já sabíamos tinha nascido em S. Pedro da vila de Trancoso em 22 agosto de 1850. José Clemente é mais novo tendo nascido a 23 de novembro em Enxara do Bispo, Mafra em 1854. Presentes no casamento estão o pai da noiva José Mendes do Couto comerciante de Castelo Branco. O nome Caldeira vem da parte da mãe Maria José natural do Porto.

Começa assim a familia Caldeira Ribeiro cuja descendencia não está completa mas da qual posso referir a seguinte, Vitor Zeferino nasce em Espinho ( BI) em 9 outubro 1881, Emidio nasce em Castelo Branco 1 junho de 1883, Stela 18 junho 1885 em Castelo Branco, Rogéria, minha avó 17 de outubro de 1886 em Espinho, Manuela de quem não tenho datas nem lugares mas da qual tenho memória e Martinho 1898.

Emidio morre em Porto Amélia, Niassa em 1923 talvez vitima de alguma doença tropical. Stella morre em Lisboa em 1959, Martinho em Madrid em 1967 e Rogéria em Lisboa em 1977.

Em relação a José Clemente sabemos que depois da sua vida no comércio terá enveredado por carreira nos caminhos de ferro onde aparece como amanuense em Vila Velha do Ródão em 1885 e terá acabado a sua vida ao pé da estação de Santa Apolónia.