Até breve

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Queridos leitores

Não publico nada neste blogue há quase um mes. Não deixei de querer publicar mas a verdade é que tenho tido que dar prioridade a outros assuntos.

Este ano aqui na Suécia é ano de eleições. Primeiro são as europeias e depois virão todas as outras em conjunto, nacionais, distritais e municipais, marcadas que estão para o dia 14 de setembro.

Terei com todos os outros meus colegas ativos que desenvolver um grande trabalho de informação que vai incluir bater às portas, fazer comicios de rua  e falar por telefone  aos eleitores.É um grande esforço que se nos vai pedir e que cumpriremos pois trazemos na base dele a força de acreditar nas nossas ideias. Tenho vindo a intensificar os artigos politicos do meu outro blogue com o endereço joaopinheiroblog.wordpress.com

Isto vem tudo para me justificar de não ter aqui publicado nada desde o passado dia 5 quando me recordei do Eusébio no dia em que faleceu.

Tenho muita coisa para contar e estou a tentar escrever um livro que será em grande parte autobiográfico. Trata-se de quatro jovens, ainda teenagers, que se encontram em Londres para mais tarde se reencontrarem volvidos 40 anos. Pode ser que consiga levar avante.

Procuro tambem literarura em portugues ou noutra qualquer lingua que em forma de ficção trate do periodo dos finais da década de 60 principios da década de 70. Se alguem me conseguir dar  alguma dica ficarei muito agradecido. Até breve!

Terá sido o peru?

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Dois acontecimentos involvendo derrame de sangue e drama  afectaram os meus primeiros anos! O primeiro acontecimento foi na casa da Rua de Campolide.   Aconteciam coisas de interesse na cozinha… Já não me recordo o que teria sido nesse dia mas não excluo que tenha sido matança de peru natalicio, que por mais estranho que pareça se fazia ainda nesses finns da década de cinquenta, principios da década de sessenta na própria casa. Penso que se dava um gole de aguardente à ave para ir desta para uma melhor de espirito mais leve!

Não era só “Quem quer figos quem quer almoçar?”, era tambem quem quer peru tem que o matar! A verdade é que me fecharam da cozinha e eu queria entrar. Bati fortemente e em fúria conta a porta envidraçada causando um dos vidros a partir-se e abrir uma profunda ferida no meu braço esquerdo. A cicatriz está lá como uma recordação para a vida!

Fui conduzido a um posto médico de urgencia ali atràs da Av. da Liberdade, a Cruz Verde! Puseram-me uns agravos para juntar a pele e fiquei recomposto!

A outra já aqui a contei. Foi quando me racharam a cabeça quando brincava na Rua A às Amoreiras. Dessa vez tive que ir para o Hospital de S. José onde a memória mais vincada acaba por ser a dos doentes que estariam nas urgencias e que me impressionaram bastante. Quanto ao tratamento dos pontos na cabeça não tenho memória alguma!

É esta básicamente a minha história relativamente aos acidentes violentos que me afectaram quando menino. Felizmente nunca parti nenhum osso!

As escolas

 camoes

Já tenho aqui falado da educação escolar e dos diferentes estabelecimentos de ensino que frequentei. De mais pequeno para maior foram o Liceu Francês Charles Lepierre, o Colégio Valsassina, o Liceu Normal de Pedro Nunes, de novo o Valsassina e finalmente o Liceu de Oeiras. Para os rapazes lisboetas os liceus mais conhecidos eram o Camões, o Passos Manuel e o Pedro Nunes.

O sistema em Portugal na década de sessenta, que é práticamente quando ando na escola,  estava afinado para que uma elite chegasse aos estudos superiores.Penso que nessa altura como agora os primeiros anos criam a base que nos serve depois para o resto do ensino e da vida em geral. O sistema de dar notas e fazer exames centrais e nacionais, a torto e a direito, é um sistema muito criticável. Como comecei no Liceu Francês aprendi imenso francês e nunca tive dificuldades. No entanto nunca consegui nenhuma nota alta. No primeiro ciclo que seguia à quarta classe, que era obrigatória tive muitos problemas na escola e senti-me verdadeiramente burro!

A verdade é que não me conseguia concentrar já que tinha problemas exteriores à escola em si.

Quanto ao exame da quarta classe nem me lembro de o ter feito, onde foi e qual o resultado.

Quando comecei no Pedro Nunes era num anexo e só me lembro de jogar à bola nos recreios Como não conhecia lá ninguêm e para ser popular aceitei ir para a baliza onde rápidamente fiquei com o alcunha de Gilmar. Andava radiante com esse facto. Penso que os meus pais foram lá chamados para lhes explicarem que eu não andava muito bem e não percebia patavina!

 Lá voltei para o Valsassina onde tambêm não percebia patavina mas lá fui passando de ano até chegar ao exame do 2º ano. Tinha que se ir ao Camões. Havia a prova escrita e depois a oral. Era numas salas por baixo dumas arcadas. Chumbei! Penso que andei bastante envergonhado porque devia ser muito burro mesmo para não passar de ano! A verdade é que o sistema era cruel e não dava manobra a crises pessoais.