Terá sido o peru?

campolide

Dois acontecimentos involvendo derrame de sangue e drama  afectaram os meus primeiros anos! O primeiro acontecimento foi na casa da Rua de Campolide.   Aconteciam coisas de interesse na cozinha… Já não me recordo o que teria sido nesse dia mas não excluo que tenha sido matança de peru natalicio, que por mais estranho que pareça se fazia ainda nesses finns da década de cinquenta, principios da década de sessenta na própria casa. Penso que se dava um gole de aguardente à ave para ir desta para uma melhor de espirito mais leve!

Não era só “Quem quer figos quem quer almoçar?”, era tambem quem quer peru tem que o matar! A verdade é que me fecharam da cozinha e eu queria entrar. Bati fortemente e em fúria conta a porta envidraçada causando um dos vidros a partir-se e abrir uma profunda ferida no meu braço esquerdo. A cicatriz está lá como uma recordação para a vida!

Fui conduzido a um posto médico de urgencia ali atràs da Av. da Liberdade, a Cruz Verde! Puseram-me uns agravos para juntar a pele e fiquei recomposto!

A outra já aqui a contei. Foi quando me racharam a cabeça quando brincava na Rua A às Amoreiras. Dessa vez tive que ir para o Hospital de S. José onde a memória mais vincada acaba por ser a dos doentes que estariam nas urgencias e que me impressionaram bastante. Quanto ao tratamento dos pontos na cabeça não tenho memória alguma!

É esta básicamente a minha história relativamente aos acidentes violentos que me afectaram quando menino. Felizmente nunca parti nenhum osso!