The bed in Madrid

calle Velazquez

The return train trip towards northern Europe started in Mérida and headed towards Madrid.

The Interrail tickets that Mona had fixed, in that summer of 1972, were bought by someone she knew in Finland. In those days the route between Sundsvall and Waasa in Finland was quite busy. The ferry boat crossed the Bothnia Sea daily and many people just went across for the cheap booze.

As far as Interrail was concerned it worked this way… You could not use the low fees in the country of purchase. Buying the passes in Finland meant that we could travel in Sweden without any extra fees. After completion more precisely after 30 days, the tickets had to be left in in order to receive a refund.

Our goal on this leg was to hit Madrid and meet my father’s cousin Martinho. Martinho was my age had been to Portugal and stayed with us in the Praceta in Carcavelos, just a few years before. I do not recall where we met but he invited us to for dinner which was most appreciated.

We were invited to his flat which was his parent’s home in the heart of Madrid, more precisely at the Calle Velazquez. We stayed there and even though we did not see his mother I do recall sitting at table and being served by a maid at a most ceremonial manner.

Later some of his sisters did turn up but I cannot today recall which ones of the three sisters Fatima, Maria Amélia or Soledad that we met on this occasion. We were invited to stay and curiously Mona considered that the bed she slept on was the most comfortable she had ever experienced. This particular fact was many times mentioned by her and many years after it happened!

Los Martinhos de España

Martinho

Por alguma coisa me deram o nome de Martinho… nunca tive outra informação que não fosse em honra do tio do meu pai, Martinho Caldeira Ribeiro. Este tio era um homem alto e forte, que cheguei a conhecer em muito pequeno, numa das suas poucas visitas a Lisboa!

O tio Martinho vivia desde a guerra civil de Espanha em Madrid. A sua residencia ficava no centro da capital espanhola mais própriamente na Calle Velazquez.  Teve várias filhas e finalmente um filho o Martinhito.

Este filho que tem sensivelmente a mesma idade que eu é portanto primo direito do meu pai. O Martinho era por conseguinte um nome de que se ouvia falar mas para mim desconhecido,tanto o pai como o filho!

Por falta de dados não posso fazer nenhuma descrição aprofundada sobre o Martinho senior sabendo entretanto que foi monárquico e que defendeu essa causa em Portugal. Como o Martinho filho tinha as suas raízes em Portugal era normal e natural que fizesse uma visita ao país de seu primogénito.

Os primos de Sintra terão tomado iniciativa de o convidar a Portugal e nesse programa planeou-se tambem uma estadia connosco na casa da Praceta em Carcavelos. Era normal até porque aí vivia a tia do Martinho a minha avó Bua. O Martinho não tinha ainda visto o mar e isso era algo que todos antecipavam com alguma excitação, incluido certamente ele próprio!

Lá nos contaram essa primeira experiencia e acabou por vir uns dias para Carcavelos com o Nuno nosso primo de Sintra passar uns dias. Fez-se praia e foi divertido não tendo eu sentido nenhuma dificuldade em entender a lingua castelhana que falava!

Era engraçado ter uma coneção espanhola que com a visita a Portugal do Martinho se materializou penso que no verão de 1967.
A terceira geracão de Martinhos está representada por Martinho Soto que teve a amabilidade de me conceder esta foto em que figuram seu pai e avô.
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