Os Caldeira Ribeiro

Regresso hoje ao tema dos Caldeira Ribeiro por uma razão muito simples. Colhi novas informações a partir das pesquisas que vou fazendo através da internet e do tombo.pt. Tambem reli alguns mails do meu falecido pai João Manuel Henriques Pinheiro que relata ainda alguns dados sobre outros familiares Ribeiro dos quais tentarei saber algo mais.

No sábado dia 4 de março de 1880 na igreja de S. Miguel da Sé de Castelo Branco apresenta-se a nubente Amélia Olimpia Adelaide Caldeira para contraír casamento com José Clemente Ribeiro. Este casamento é por procuração já que o nubente não está presente. Segundo os dados dao assento da cerimónia, José Clemente é empregado de comércio no Porto onde reside na freguesia da Sé. Amélia é modista e com já sabíamos tinha nascido em S. Pedro da vila de Trancoso em 22 agosto de 1850. José Clemente é mais novo tendo nascido a 23 de novembro em Enxara do Bispo, Mafra em 1854. Presentes no casamento estão o pai da noiva José Mendes do Couto comerciante de Castelo Branco. O nome Caldeira vem da parte da mãe Maria José natural do Porto.

Começa assim a familia Caldeira Ribeiro cuja descendencia não está completa mas da qual posso referir a seguinte, Vitor Zeferino nasce em Espinho ( BI) em 9 outubro 1881, Emidio nasce em Castelo Branco 1 junho de 1883, Stela 18 junho 1885 em Castelo Branco, Rogéria, minha avó 17 de outubro de 1886 em Espinho, Manuela de quem não tenho datas nem lugares mas da qual tenho memória e Martinho 1898.

Emidio morre em Porto Amélia, Niassa em 1923 talvez vitima de alguma doença tropical. Stella morre em Lisboa em 1959, Martinho em Madrid em 1967 e Rogéria em Lisboa em 1977.

Em relação a José Clemente sabemos que depois da sua vida no comércio terá enveredado por carreira nos caminhos de ferro onde aparece como amanuense em Vila Velha do Ródão em 1885 e terá acabado a sua vida ao pé da estação de Santa Apolónia.

Os ratos da cidade

R_ Etelvina Lopes de Almeida

Posso afirmar com alguma convicção que fui em pequeno mais rato da cidade que rato do campo. Isto não significa que não tenha tido experiências campestres.Estou a recordar-me de três destas sortidas para o campo.

Fomos algumas vezes à casa dos nossos primos Caldeira Ribeiro em Sintra, a Quinta dos Lilazes. A quinta  embora no centro da vila tinha campos com pomares e cheguei a ver pessoas de caçadeira e de perdizes à volta da cintura.

Uma outra visita que fazìamos algumas vezes foram aquelas com destino à casa de campo de Etelvina Lopes de Almeida na aldeia de Fontanelas, Sintra. A Etelvina como diziamos nós, sucedeu a Maria Lamas na direcção da revista “Modas e Bordados”, da qual a minha avó Rogéria era colaboradora. De Fontanelas associo o cheiro da massa de pão que uma aldeã amassava num local para onde me desloquei montado num burro.

Outra recordada deslocação foi a uma enorme quinta, propriedade da colega da minha mãe no Instituto Britânico, a Mrs. McMillan. Tive aí uma experiencia menos agradável quando o cavalo em que ía de passeio, subitamente decidiu começar a trotar, desejoso que estava, de voltar rápidamente à sua cavalariça. Lá me consegui manter na sela mas foi um momento assustador, enquanto um dos nossos anfitriões, pedalava e gritava uns metros atrás com o intuito de fazer parar a montada! Os filhos tinham os originais nomes de Peewee e Peewó.

Estarei agora a omitir os primeirissimos anos da minha vida que foram passados no campo ,na Beira Alta, mais concretamente na Urgeiriça mas isso fica para amanhã!

O ascendente Clemente Ribeiro

Clemente Ribeiro

A minha familia não é muito numerosa. Do lado paterno por exemplo não tenho primos direitos. O meu pai já teve e tem primos direitos. Os filhos desses são generalmente tambem considerados primos. È desses que hoje me estou a lembrar à medida que vou passando revista às memórias de infancia.

 A minha avó Bua ( Rogeria) teve duas irmãs a Tésinha e a Manuela e tres irmãos Vitor e Martinho, o outro irmão Emidio, terá morrido em África. Eram estes os Caldeira Ribeiro. As irmãs nao tiveram filhos. O tio Vitor teve um filho e o tio Martinho teve um filho e filhas mais velhas. Como o tio Martinho vivia em Madrid o contacto com eles foi muito sumário. Os netos de Vitor já estavam mais acessiveis pois viviam em Sintra. O ascendente comum era o meu bisavô José Clemente Ribeiro!

Lembro-me em pequeno de visitá-los numa altura em que Sintra ainda era vila e levava tempo a chegar lá e ainda éramos o Titi, o Pico e a Jo. A quinta em que viviam era linda. Era como estar no campo pois havia lá pomar e horta. Tambem um tanque onde se podia tomar banho quando o calor apertava. As pessoas iam à caça e ainda me recordo ver alguns homens com espingardas e perdizes.

 Era uma familia numerosa os, primos de Sintra, e a curiosidade que me chamava  a atenção era que todos tinham o nome Maria. Mas era com o Nuno Maria que tinha a minha idade e o Gonçalo Maria com a idade do Pedro (Pico), que brincávamos.