Freddie and I


Well, here I am in Stone Town Zanzibar. This city stands in the center of a long historical trading period with the drama of slavery  included. A certain Dr. Livingstone played an valuable part in abolishing slavery here. I was shown the appalling conditions created to keep men and women as prisoners before being auctioned out.

I am posing in front of the house where Freddie Mercury (Farough Bulsar) opened his eyes for the first time. Freddie’s  father was a British Civil servant who came to the island from India. The Bursars belonged to an ancient minority that left Persia when it became Muslim, keeping their Zoroastrian traditions and religion through centuries during their India exile. Events to overthrow the Sultan from the island in 1964 sent the Bursars to London where they first settled in the Heathrow airport area where Mr. Bursar took up employment.

Queen’s music is the favorite in my home and Freddie Mercury’s voice and creative musical genius has had a strong standing throughout my life.

My mind boggles a little extra,  when I consider that I might very well have crossed a young Freddie in any of the streets around West Kensington where we both lived in the beginning of the seventies.

I wonder if any of those eccentric looking guys standing on underground platforms would not be the upcoming world artist oblivious of a famed future and destiny.

Curiously I do reflect on the fact that the most famous Zanzibari was not a real native the same way as Portugal’s most famous personality in the sixties – soccer player Eusebio- was an African arriving in Lisbon as a teenager to play for Benfica.

Immigration is not something you can ignore. It is instead a goldmine for development of the human race, provided immigrants are given opportunity to develop their skills.

Retalhos da vida de um poeta

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A passagem de cada um de nós, aqui pela terra, é verdadeiramente curta. A tal imortalidade de que se fala só atinge uns poucos, quase sempre aqueles que deixaram algum testemunho de genialidade escrito, pintado ou esculpido. Outros andarão esquecidos para sempre. Ainda outros, “os coitados, imaginam-se poupados, pelo tempo e às escondidas partem pra novas surtidas”. Mas todos, mortais e não tem hoje com a técnica de informação, a oportunidade, de se encontrar referenciados. Através da internet e dos bilhões de referencias registradas. Aqui vão mais umas para darem com o Alexandre O’Neill.

A asma fazia dele um escravo da bombinha no entanto não dispensava do Portugues Suave, mas dos gatos mantinha distancia. Já dos cães era pavor. Adivinho que terá havido um trauma talvez de infancia, quem sabe senão lá para os lados de Amarante. “Cão maldito, sai depressa ó cão deste poema”.

À publicidade andava remetido. Na Telecine se faziam os filmes e volta e meia era para Cannes que se ía…saber se a algum prémio havia direito.“Quem anda aí. É BP gas, o gaz que está onde tu estás”.

Havia nomes que circulavam , pessoas que nunca conheci como Alain Oulman ou Cardoso Pires. Sttau Monteiro a excepcão. Outros como Amália eram sobejamente conhecidos. Da Amália se falava lá em casa, naquele período mais fecundo, que com a música de Oulman subiu uns patamares.” Que perfeito coracão no meu peito bateria”.

Nesse periodo em que viviamos na Calçada Eng. Miguel Pais 47- 4 era a música de Guershwin e dos franceses Bécaud e Montand, que saltava do gramofone. Este ultimo um favorito com o seu estilo poético e bem soletradas palavras  “Partir pour mourir un peu, a la guerre”.

Uma vez fomos ao futebol se não me engano era o Lusitano de Évora que visitava aquele majestoso Estádio da Luz. Impressionei-me de ver jogadas em que os jogadores do Benfica jogavam contra a própra baliza. Do futebol não penso que tenha deixado nem um verso.

Era de resto a Caparica que puxava,levavam cacilheiro e depois autocarro,  mas para viver não havia nada como a Politécnica e as íngremes subidas que tambem eram descidas e que às vezes levavam á tasca do Serafim mesmo á frente do Britanico.Era segundo percebi uma segunda casa e quem sabe se às vezes mesmo a primeira.

Pois é velho O’Neill, isto ainda dava muito pano pra mangas. Pena não poder voltar atrás no tempo para termos prolongado a nossa conversa naquela noite em que nos encontrámos ao balcão do Lira d’Ouro e onde vocemece muito provávelmente passava em revista tanta coisa que afinal o levou à imortalidade.

 

O Eusébio

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Quando estávamos a viver na Rua A às Amoreiras era aquilo um beco sem saída no fundo da Rua Aviador Plácido de Abreu. Ao lado havia apenas um campo abandonado nas traseiras do quartel da Artilharia 1. Este campo onde brincava era conhecido como Campo da Aliança. Tinha-se lá jogado à bola e ainda havia havia restos de uma bancada de cimento. Foi aí que se organizou durante um par de anos uma feira popular e foi tambem aí que uma noite correu a noticia que estariam lá uns jogadores do Benfica, entre eles o tal moço que tinha vindo de Lourenço Marques, o Eusébio. Claro que o queríamos ver. Ganharam uma coisas nas rifas ou na tombola. Penso que o que iam ganhando ofereceram aos miúdos. Foi o meu primeiro encontro com o Eusébio.

Tambem visitava o meu vizinho Vicente Lucas na Praceta do Junqueiro em Carcavelos. Vimo-nos várias vezes na década se sessenta e sempre mostrou humildade e bons modos. Cacei durante esse período o seu autógrafo que aqui fica!

Ele tinha dez anos mais que eu. Durante muito tempo era Eusébio o único portugues que se conhecia fora das fronteiras de Portugal. Embora não tenha jogado naquele jogo amigável com a Inglaterra em 69 estava lá, e encontrei-o por casualidade numa loja do centro de Londres. Quando se lhe dirigia a palavra falava como se fossemos conhecidos.

Uns anos depois, já não jogava, veio integrado na comitiva do Benfica que fez o seu estágio pré época na Suécia. O treinador era o sueco Sven- Göran Eriksson. Organizou-se um jogo treino com a equipa local do Alnö. Foi e continua a ser um dos eventos desportivos mais importantes aqui realizados. Foi um agora funcionário do municipio de Sundvall que se encarregou da organização do evento. Segundo ele deu lucro e foi de facto um feito trazer áquele campito o grande Benfica. Infelizmente não estava cá por ter sido no período de férias. Tive pena e tenha a certeza que se assim não fosse teria tido a oportunidade de falar mais com o Eusébio.

Descansa em paz Eusébio!

Travels with Grandpa 2010 (7)

resan 15 Sporting 2 lyon 0

We visited the nearby park, Jardim da Estrela. Then we went off again to Vótetta who showed us, (Jonatan and Grandpa), Paço de Arcos city! Jonatan, who by this time still hasn’t learnt Portuguese, wondered what we were searching for. Then off we went! Sporting’s first home match for the season… The opponents were Lyon with Kim Källström.

A nice experience, with a big crowd and where Sporting presented all their players for the fans. Sporting also won the match 2-0. Kim had to be carried out on a stretcher. Grandpa had to change his place, as a nervous old boy, chain smoked next to him. In Portugal people seem to still think that if the match is played outdoors it should be allowed to smoke. Besides, they believe, that they cannot survive a whole match without a smoke. Well, well… We’ll see… we got out of the stadium rather fast and smoothly even though we reckon there were some 35000 people there.
We children were up late, laughing and talking. For Liv it is her last parent free night, because tomorrow mummy Helena arrives.

Have we remembered to mention Patricia’s fantastic breakfasts, with fresh bread, croissants, juice, coffee, etc.?
resan 16 Stadium of Light
We had been to see Sporting and Jonatan’s interest for Portuguese football only grew more and more. We decided to visit rivals Benfica. We went to their stadium and got a nice guided tour. Besides looking at their 100 most important trophies on show, we all also had a glimpse of the president’s seats, the changing rooms. We sat on the substitutes benches and met their eagle Vitória. This eagle flies before every home match. Jonatan was also impressed when he heard that Grandpa had on several occasions talked to the living legend Eusébio. During this time Liv and Patricia did the Colombo shopping center, right next door. We rushed to the airport by taxi and managed to arrive on time to welcome Helena. We ate dinner near Rato and were ready sometime between 11 and 12, Swedish time.