Os televisionáveis

TV rural

Continuando a recordar o que eram os tempos na década de 1960 na Praceta de Carcavelos, debruço-me hoje sobre a televisão que era o passatempo de quando se ficava por casa!

Como só havia um canal, o da RTP, a preto e Branco, toda a gente que fosse telespectador via o mesmo que todos os demais. O maior seria o Artur Agostinho (1920-2011)  que primeiro ficou ligado ao desporto e aos relatos da bola mas cujo palmarés como homem do media era muito mais amplo. Fez filmes e foi apresentador de uma série de programas e concursos. Foi um pioneiro da Televisão em Portugal.

Quem se recorda do Engenheiro Agrónomo  Sousa Veloso e do seu domingueiro “TV Rural” que para nós, os da cidade, não dizia grande coisa mas que num país essencilamente agricultor tinha a sua importancia especifica? Depois o homem tinha carisma e uma vez até cometeu uma gafe quando a imagem estava no Presidente da Républica, Américo Thomaz ,mas o engenheiro estava a descrever um boi na feira de Santarem,  “Reparem srs. espectadores neste avantajado bovino de raça charolesa”!

Outro apresentador que nos entrava pela casa era o António Lopes Ribeiro (1908-1995) no “Museu do Cinema” que fazia a apresentação de filmes de longa metragem que se apesentavam na nossa televisão, especilamente recordo-me dos filmes mudos do Buster Keaton, entre outros.

Evidentemente que se especulava se a televisão portuguesa estava aberta a quem não fosse simpatizante do regime mas não vou enveredar por esses caminhos já que a minha intenção é de descrever o que nos era servido nos audiovisuais e e a importancia que teria nas nossa vidas do quotidiano!

Há muito para contar desse tempo mas pessoalmente tinha vizinhos que apareciam na televisão o que talvez nos fizesse ficar mais à vontade com as celebridades da nossa praça. Refiro-me ao Toni Feio, à Fernanda Borsatti e ao Baptista Fernandes.

Feio