O St. Julian’s

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Muitas pessoas associam Carcavelos com O colégio ingles St. Julians School. Andou lá, por exemplo, a minha irmã Joana. Lá andava com o seu uniforme e lá tinha as suas amigas das quais algumas viviam como nós, na Praceta do Junqueiro. Estou a lembrar-me das irmãs Mette e Anita Amundsen e da Ruth!  Como a Joana tem 5 anos e meio menos que eu, viviamos em mundos um tanto diferentes. Nunca entrei  no colégio  própriamente dito. Mas conhecia os campos adjacentes.

Paralelo com a avenida que dava para a estação corria um campo de golfe. Para lá andei algumas vezes à procura de bolas e cheguei a encontrar algumas. Era lá perto tambem o campo de futebol onde chegou a treinar o Benfica com Eusébio e tudo e onde vi jogar o Mário Simões numa equipa de juniores do Carcavelos que chegou ainda longe tendo defrontado o Sporting nalguma competição.

Quanto aos mundos separados da minha irmã e dos irmãos juntávamos-nos às refeições. Se há algo de que me arrependo dessa época era as vezes que provocávamos a minha irmã para que começasse a chorar. Era fácil pois tinha uns pontos fracos. Era cruel concerteza mas é o que fazem irmãos e especialmente na adolescencia. O meu arrependimento prende-se muito com o facto que era a minha avó Bua que a maior parte das vezes tinha que nos aturar e já tinha muita idade nessa altura.

Penso que alguns dos leitores destes textos andaram no St. Julian’s ou conhecem algo da escola que se gere pelo lema “Lux tua nos ducat” something like” Your light guides us”. Who has something to tell from that time?

 

Após mais de 40 anos…O Raminhos!

PiccadillyEm continuacão do texto anterior vou expor algumas das memórias relacionadas com a minha vida em Carcavelos, mais própriamente na Praceta do Junqueiro. A Praceta fica no fundo da praia de Carcavelos, para quem vem de Lisboa, mesmo à saída da marginal.

Foi aí que passei tres dos melhores anos da minha vida. Na Praceta havia muitos jovens de diferentes idades e nunca era dificil estar num convivio com eles. Um deles era meu vizinho e amigo o João Raminhos e vejam lá que tambem acabo de o reencontrar por diversos esquemas de internet!. Residente no Luxemburgo já há muitos anos tinha-o perdido de vista algures em Londres naquela que teria sido a sua primeira viagem ao estrangeiro, em 1970.

O João era um aficionado do desporto e não havia nada que ele não captasse de noticias desportivas. O rapaz era uma enciclopédia desportiva. Andava comigo no Liceu de Oeiras e jogava à bola como todos os outros rapazes da Praceta além de andar aos gambuzinos e outras coisas que felizmente já foram arquivadas!

O pai Raminhos era o dono duma papelaria e tambem do Café Atlantico que agora é uma fina marisqueira onde faço questão de ir jantar quando estou em Portugal. Era aí que íamos aos domingos ver os desenhos animados do Bugs Bunny e uns anos mais tarde beber umas imperiais! Aí na esplanada do café passam em revista muitos daqueles personagens que foram tão importantes para mim no periodo da adolescencia. Despedi-me deles abruptamente pois já não fazia tenção de voltar quando no dia 11 de septembro de 1968 saí para Londres munido de passaporte português, duma licença militar e de um bilhete de avião (para estudante que era mais barato).

Recordo-me do Luis Lacerda, do Mário Simões e do Toni Feio que infelizmente já não estão connosco. Das irmãs Mette e Anita Amundsen que não nos passavam cartão. Do João Paulo e da Paulucha! Da Luisa, da Marina, do Johnny e do Zé do Carmo,do João Cardoso filho do Sr. Virgilio, do Zé Borsatti. Enfim deles todos me lembro e de muitos outros que por aí passaram  nesses anos! Deles terei mais histórias para contar! Por agora fico feliz por ter reencontrado o Raminhos!