Luanda between wars

angola4

In 1992 the Swedish Social Democratic party was asked to hold, election workshops in Luanda the Angola capital.

After pressure from the international community it was finally established that multi- party and presidential elections would be held to put an end to a war that was just dragging on since independence from Portugal in 1975.

I was assigned to be part of a delegation that also included Julio Flores, the party treasurer Inger Mähler and elections expert Hans-Erik Holmqvist. My knowledge of the Portuguese language was useful, once again, when our party the Swedish Social democrats were asked to assist another member of the Socialist International family.

Our previous work in South Africa with The ANC had echoed in southern Africa and the MPLA were eager to learn what we could share as important issues in order to run a successful campaign. After all we had a long experience of running elections.

Our stay was very short. We arrived on 5th July and left on the 10th. During this time we managed to meet election general Daniel Chipenda at MPLA headquarters, we paid a visit to the Swedish embassy and held workshops on some basic principles of multi-party elections. Throughout the visit we were taken care of, by MPLA historic leader Mr. Lopo do Nascimento.

We stayed at the hotel Trópico in Luanda and it was easy to feel the tension in the city in a period where the war had just taken a break and hopes were high among the population to get a peaceful solution and an end to the conflict.

Election were held in September with a turnout of 92 %. Angolans had voted and they gave the MPLA 54% of the vote for the national assembly while UNITA got 34%. We were to learn that election results were not accepted and that war broke out again as a second civil war lasting until 2002 just after Unita leader Jonas Savimbi’s death.

This long conflict cost the country much suffering as it forced millions to a life as refugees, escaping the countryside and looking for shelter in the cities.

angola5

Datas e dados

Embarque

Há datas que ficam marcadas na memória individual e colectiva. Talvez mais o acontecimentos do que as datas em si. Naquele começo da década de 60 em que eu próprio começava a perceber e a interessar-me algo sobre o mundo recordo-me de algumas e vou aqui no blogue referir-me a elas tentando recordá-las como as vivi e não fazendo análises,  hoje fruto de acumuladas experiencias e conhecimentos posteriores aos acontecimentos em si.

Nos principios de 1961 corriam noticias nas emissoras  nacionais em como nas provincias ultramarinas, mais concretamente em Angola grupos de terroristas tinham morto uma série de pessoas inocentes. A palavra terrorista era nova e não sei muito bem se sequer a sabia dizer com os meus então 9 anos de idade. Curiosamente as pessoas à minha volta não falavam destas noticias nem se travava um diálogo informativo sobre o que verdadeiramente se passava. Tenho a certeza que os adultos discutiam os acontecimentos em grupos restritos e tentariam por intermédio da imprensa estrangeira colher mais dados.

Mais tarde nesse ano recordo-me, ao entrar para a lição de canto coral no colégio Valsassina de alguem falar ou referir que as nossas provincias na India, Goa, Damão e Diu tinham sido atacadas e ocupadas por tropas indianas. Na minha cabeça só via um série de sujeitos de turbante a ocupar umas terreolas e que isto tinha causada tanta indignação no nosso governo que um senhor velhote de voz esganida se tinha queixado imenso. Penso que naquela altura pensei mesmo que os portugueses com as tropas ali da Artilharia 1 já estariam a embarcar para a guerra da India. Não aconteceu nesse dezembro de 1961.

Uma terceira situação essa sim universal foi a noticia de que o presidente Kennedy tinha sido morto a tiro em Dallas.Isto ocoorreu em 1963 no dia 22 de novembro e quem estava vivo nessa altura certamente que se recorda onde estava e o que pensou. Eu estava no hall de entrada da casa da Eng. Miguel Pais. Fiquei triste e chocado, pois o presidente Kennedy parece que era considerado e querido da maior parte das pessoas.