Dama com belissimo chapéu

A senhora com este belissimo chapéu deverá ser a minha bisavó Amélia Olimpia Adelaide Caldeira. Quanto à identidade da criança, que aparenta ter cerca de um ano poderá ser a minha avó Rogéria mas tambem qualquer dos irmãos.

Para mim a genealogia é um passatempo que me interessa pois permite fazer um pouco papel de detective buscando dados desconhecidos. Já dei conta que muita gente não se interessa muito por o que já passou mas eu lá vou continuando a investigar e tambem a publicar estas curiosidades para que não se percam, caso alguma pessoa das gerações vindouras tenha o mesmo interesse que eu.

No trabalho da pesquisa familiar quando já não há familiares vivos para entrevistar resta-nos os documentos que se possam consultar mas tambem por exemplo a fotografia.

A fotografia que publico foi encomendada e executada por um fotógrafo de nome Carlos Evaristo Junior que teve a sua actividade em Espinho nos fins do século XIX e pricipios do século XX ( Uma fonte).

Segundo um dado que li só em 1901 abre este  Evaristo a sua empresa ( outra fonte). Se assim for a criança na foto só poderá ser o Martinho.

As irmãs Stella e Rogéria foram ambas batizadas em Espinho na igreja de S. Martinho de Anta em 1887. Os assentos dos batizados dos outros irmãos não os encontrei ainda, exceto o Emidio que foi batizado em Castelo Branco.

O que levou os Caldeira Ribeiro a Espinho não sabemos ao certo mas estará provávelmente relacionada com a carreira de José Clemente Ribeiro ao serviço da  Companhia Real de Caminhos de Ferro Portugueses que em 1874 inaugurou estação em Espinho.

Esta vila junto ao mar era muito procurada na época pela sociedade veraneante que vinha tomar banhos de mar e jogar nos casinos ( probido por lei).

Annus horribilis

Terá sido um ano horrível aquele de 1879 na vida da família Pinheiro de Carvalho da Rua da Corredoura em Salvaterra do Extremo. João Henriques de Carvalho tinha vindo lá dos lados da Régua como comerciante conheceu Maria da Graça e teria pedido a sua mão ao pai, meu bisavô João Henriques Pinheiro (1817-1886). Casaram em 29 de Maio de 1865. Em 1879 já tinham nascido 9 filhos. Os dois últimos eram gémeos António e Felizarda, a filha mais velha era a Emilia Albertina que já tinha catorze anos. Morreram os três nesse nefasto ano de 1879 e como se não bastasse também terá padecido Maria da Graça que entretanto não encontrei nos livros de óbitos da paróquia de Nossa Senhora da Conceição.

João Henriques de Carvalho continua a sua vida até ao seu próprio falecimento em 1901. Penso que terá ficado na história da aldeia e penso até que foi benemérito tendo contribuído para a construção do novo cemitério. Foi afinal a morte um facto que viveu com a família de Salvaterra, não diferente de muitas outras nessas épocas. Dos nove filhos a quem deu à luz Maria da Graça sobreviveram duas filhas, a Hermínia e a Adriana. Está última foi mãe do actor Raúl de Carvalho que dá nome à avenida pela qual se entra na aldeia e cuja casa está agora na posse da família tendo como residente a Fafá Coimbra.