Os ascendentes de João Henriques Pinheiro

Sendo como sou Henriques Pinheiro foi com alguma excitação e muita curiosidade que pude consultar os livros paroquiais de Salvaterra do Extremo até 1803. Em pouco tempo consegui dados importantes para quem se interesse pela ascendência desta família beirã. Alguns dados interessantes tem que ver certamente com a proveniência agora confirmada que eram originários do concelho de Monsanto antes de virem para Salvaterra. E o porquê dessa emigração? Dei conta que muita gente veio formar família em Salvaterra provenientes de diversas aldeias de Idanha a Nova nesta época da última metade do século XVIII.  Aprendemos então que João Henriques Pinheiro (1817-1886) era filho de Manuel Pires e Maria Pinheiro. Da parte do pai era a proveniência de Aranhas e da aldeia do Bispo de Penamacor e da parte da mãe os Luis Corais de Salvaterra e o João Luís Boezo de Penha Garcia. Da parte paterna o avô Domingos Pinheiro já nascera em Monsanto ( os tais Pinheiros de Monsanto?) assim como a restante ascendência.

Infelizmente falta-nos o acesso aos livros de Salvaterra entre 1804 e 1852 para batismos e 1804 a 1860 para casamentos e óbitos. Nada sei do paradeiro desses documentos que tudo leva a crer existem mas estarão na posse de algum indivíduo que os não quer libertar para grande desgosto de quem se interessa pela genealogia.

 

Quem era João Henriques Pinheiro?

Em julho tive oportunidade de rever a vila de Salvaterra do Extremo no concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco. Já terão passado uns 20 anos desde a ultima visita e espero poder voltar pois o tempo que lá passei não chegou para saciar a curiosidade desta terra dos meus antepassados portugueses. Foi sem duvida a criação deste grupo de descendentes e o trabalho de pesquisa de Victor Martins Coimbra que uniu as pessoas e aumentou o interesse sobre as vidas destes nossos antepassados. Há 20 anos foi o tema principal ver a campa de João Henriques Pinheiro (1817-1886). Esta apareceu dentro do espaço do que foi a antiquissima capela de S. Pedro e da qual já só restam os muros exteriores. Quem era afinal João Henriques Pinheiro? Proprietário de terras era certamente uma das figuras principais de Salvaterra já que exerceu cargos públicos e em 1855 sabemos que era presidente da Camara.

Casou-se com uma senhora do Alentejo de nome Maria da Graça e Moura (1814-1878) e com ela teve 9 filhos com apelido Moura Pinheiro, a saber: José, João, Leonor, Adelaide da Graça, Maria da Graça, Joaquim, António, Emilia da Graça e Adelaide. Quando faleceu em 1886 só sobreviviam 3 filhos deste casamento José, António e Emilia da Graça todos com descendencia assim como Maria da Graça e Adelaide tiveram descendencia. Esta familia fez a sua vida na residencia da Rua de S. João onde teriam criados e outro pessoal empregado.

Já viuvo terá tido mais dois filhos o João (1881-1946) meu avô e a Maria (1882-1936). Estes filhos tiveram por mãe Maria Rija que seria empregada da familia e sobre a qual escreverei mais detalhadamente num próximo texto. O que se sabe é que estes dois filhos de pai incógnito à nascença, uns anos depois- 1899- apareceriam como padrinhos num batizado com o apelido Henriques Pinheiro. Curiosamente sou o único e último João Henriques Pinheiro em vida, nesta saga, que este ano completa 200 anos.