Cruising to Russia

This text is written by Bernard Ineichen as my guest blogger. Enjoy!
I’ve just returned from my third visit to Russia; this time cruising to the remote (not so remote if you are in Sweden) north coast ports of Archangel and Murmansk. For a tourist it has been a rather sad experience.
For a start, the Russians seem unaware of the increasing age, frailty and girth of those who visit them. Not nearly enough public toilets, and those that exist not well signposted. Are pensioners a political force? Recent attempts to raise the age for female pensioners was defeated. This is a hopeful sign.
I did tourist excursions in both cities: mostly a litany of museums and monuments, though the guides (all untrained as there is no professional association of guides) did provide some information on social matters, particularly housing. I fancy the situation in Russia is even worse than in the UK. Not too bad if you can get a flat, but grim for those who can’t. Does anyone keep (and quantify) a waiting list? Decades ago, Shostakovich wrote a hilarious musical, Chereomushiki, where the hapless newly married couple were reduced to meeting in the zoo. The area around the port of Archangel was particularly depressing, with more dwellings falling down than standing up.
What I particularly missed was any idea of what we were NOT shown. No military bases, obviously, but it would have been nice to have seen some industrial areas close up to get an impression of Russia’s industrial health. Some attitudes have not changed since Soviet days. At Archangel our departure was delayed by almost half an hour as no one turned up to cast off the ropes.
What would I have given for a local map! Another leftover from the Soviet period is the fear of spying. There were only rudimentary ideas of, in capitalist terms exploiting the tourist market; or in consumerist terms, providing the material for an enjoyable and informative visit to a foreign country. Not a single postcard in sight, or the brilliant (and cheap – generally produced in China) glossy books about places that tourists want to visit. In one museum you had to ask for the shop to be opened.
The only beautiful buildings were churches and the only thing worth buying was a calendar illustrating places associated with the Russian Orthodox Church. Priests were on hand to help and add solemnity to the visit.

Vida e morte no Rosmaninhal

No dia 16 de outubro de 1796 morre Maria Gonçalves Molineira no Rosmaninhal de idanha-a -Nova. Dois meses antes tinha sido sepultado o marido João Tonelho. Faz testamento no qual estipula que 140 missas serão dadas em seu nome. O testamento é longo e detalhado. Passo a a transcrever alguns dados. No próprio dia do falecimento é sua vontade que e como esmola aos pobres quer que se cozam 3 alqueires de pão. Tambem no dia de todos os Santos pão de centeio para ser distribuido assim como na quinta feira de páscoa e nos tres dias seguintes. À tia Maria Ladoeira 1 alqueire de trigo e à sobrinha Teodora 2 alqueires para comprar umas roupinhas assim como à filha Maria Faustina 2 alqueires de centeio tambem com o mesmo fim. Quanto ao manto de Saragoça vai para a prima Ana Torres. Passa a enumerar diversas roupas tingidas para familiares e para os pobres. Quanto às missas terão destinos diversos. “ 3 missas pelas penitencias bondades mal cumpridas, 3 pelas almas do fogo purgatório, São Camilo, Senhor da Boa Morte, S. Miguel, anjo da guarda e Virgem Santissima uma cada”. Tambem não esquece os santos da igreja e da capela aos quais dedica uma missa. Aos antepassados já falecidos e á sua sogra.

Ao filho deixa res ou besta da sua escolha assim como o cão que lhe der mais jeito. À neta uma colmeia já escolhida. E mais ou menos assim se tresladou a vontade de  Maria Molineira. A neta da sua neta Joana Tonelha será a minha bisavó Maria Rija.

Não teve uma vida longa a Maria pois faleceu aos 50 anos. Reinava em Portugal Dona Maria I se bem que já era seu filho o futuro D. João VI quem reinava desde 1792 por doença mental da mãe.

No mesmo ano da sua morte a Espanha uniu-se com a França revolucionária tendo como inimigo principal a Inglaterra que eficientemente fazia um bloqueio maritimo ao comércio naval.

A vida mais ou menos pacata do Rosmaninhal viria certamente a sentir com as invasões francesas dos tempos que se aproximavam.

Memorias do Portugal-Uruguai

Foi a 26 de junho de 1966. A seleção nacional fazia o jogo de despedida antes de viajar para Inglaterra para participar no nosso primeiro mundial. O meu pai arranjou bilhetes e o Estádio Nacional estava cheio. Seria a primeira vez que ao vivo veria a seleção. Tinha 14 anos. Também pela primeira e única vez estava a minha avó Rogéria. Tinha 80 anos. A minha avó lia muito e seguia com interesse o fenómeno Eusébio.

O adversário para este encontro era uma seleção com pergaminhos mas que Portugal nunca tinha defrontado, o Uruguai.

O Torres marcou três golos e o resultado final foi mesmo 3-0. A minha avó achou mal que tivessem convidado cá os Uruguaios para sofrer derrota tão pesada e se não seria simpático deixá-los marcar um golo.

Mais logo é mesmo a sério. Cristiano Ronaldo e equipa terão que encontrar maneira de desfeitear o Uruguai 52 anos depois. Não vai ser fácil.

Falta-me o Pedro

É a segunda vez na minha vida que vou para Portugal sem lá estar o Pedro. A primeira foi quando me embarcaram no “Alcantara” no dia 11 de outubro de 1952 com destino a Lisboa. A 23 de fevereiro de 1954 nascia o Pedro. Desde então fomos irmãos. Passámos 14 anos como irmãos primeiro crianças e depois adolescentes. Passam- me muitas imagens desses tempos pela cabeça. Tivemos como todos momentos bons e maus. Coisas que me marcaram talvez não o tenham marcado tanto. Nunca o saberemos. O Pedro não se abria muito. Quando os nossos pais se separaram foi um rude golpe. Estávamos em idade difícil. Não entendíamos muito bem o que se passava, mas as brigas dos nossos pais eram difícil de lidar.
Fomos parar ao colégio Valsassina como alunos internos e no verão fomos para a colônia de férias na Praia das Maçãs. Para mim esse tempo foi dramático. Como irmão mais velho sentia que tinha que proteger o Pedro.
As coisas acalmaram quando fomos para Carcavelos viver com a nossa mãe, irmã Joana e avó Bua. O Pedro era muito generoso. Sempre nos lembrávamos quando íamos à Feira Popular e ele sempre tinha uns tostões para fazermos qualquer coisa extra. Na Praceta de Carcavelos o Pedro adoptou cães abandonados e fez comércio com bichos da seda.
A qualquer jogo de mesa que participasse tacitamente e irremediavelmente ganhava. Não havia hipótese. A escola no entanto não era para ele e nunca percebeu muito bem o que lá andava a fazer. Preocupava todos quando desaparecia para pescar ou fazer campismo. Nunca deu nenhuma importância aos confortos caseiros. Preferia mesmo era uma vida simples e sem complicações. Mais tarde aderiu à vida de praia e gostava de dar mergulhos no nosso mar Atlântico.
Quando era pequeno lembro-me de o ver jogar ao berlinde com grande entusiasmo e de cócoras. Da varanda a minha avó preocupava-se com o Pedro e seu futuro. Talvez pudesse ser relojoeiro?
Não foi para muito longe. Foi para a montagem de filmes. Gostava daquele ambiente que requeria paciência e ambientes fechados . Foi nos filmes que conheceu a Maria João e com ela teve as duas maravilhosas filhas Marta e Catarina.
 O Pedro integrou-se na nova família. Cumpriu o seu papel de pai acompanhando as filhas quando cresciam. Penso que foi um bom pai para as meninas e que se esforçou por fazer o melhor. Sempre mostrou orgulho por elas sem precisar de o dizer diretamente.
A vida do trabalhador da área do cinema não é fácil. É um ramo para entusiastas sempre com pouco dinheiro. O Pedro nunca ganhou grande coisa no cinema e quando as montagens passaram para a digitalização não sei se acompanhou as mudanças. Para dizer a verdade nunca percebia grande coisa quando falava da sua vida profissional. Sei que tinha alguns amigos nos filmes. Estava sempre disposto a ir com eles por esse Portugal fora fazendo diversos trabalhos ligados às produções cinematográficas.
Mais tarde na vida quando se separou da Maria João conheceu a Sara e com ela teve o Miguel. Este filho passou a ser o motivo principal da sua vida. Andava sempre com o Miguel e ajudava a Sara. Teve um amigo no Andy que apoiou a família nos momentos difíceis. Faleceu no passado dia 12 de maio após prolongada e dolorosa doença que enfrentou à maneira da sua personalidade tentando envolver outros o mínimo possível. Era o meu irmão e sinto a sua falta.

Manuel Toscano foi para o Brasil

Penso que estou a ficar especialista nas freguesias do concelho de Idanha-a- Nova, distrito de Castelo Branco. Mais concretamente Monsanto, Rosmaninhal e Salvaterra do Extremo onde vou colecionando um verdadeiro banco genealógico.

A possibildade de a partir de casa de fazer pesquisa através do tombo.pt é o dado mais importante que permite este trabalho. À medida que mais individuos aparecem nas bases de dados tambem novas informações e interesses vão aparecendo. Li recentemente que o interesse por exemplo da medicina, da policia, etc, aumenta para a utilização de bases de dados dos programas de genealogia com por exemplo o Ancestry.

Foi exatamente nesse site do Ancestry que me apareceu esta ficha consular do Brasil autorizando que Manuel de Mendonça Toscano emigrasse para o Brasil em 1952 com trinta anos de idade. Como ele era de Monsanto e com aqueles apelidos que aparecem também nos meus antepassados é lógico perceber que teremos ascendentes comuns. Não sei nada sobre ele. Se ficou no Brasil, o que lá fez, se formou familia?

Penso que alguem dará com este texto do meu blogue brevemente e reconhecerá este familiar. Se assim for pode comunicar por este meio e terei todo gosto em passar as informações de que disponho.

Monsanto à lupa

Procurando factos históricos sobre Monsanto, a aldeia mais portuguesa de Portugal, encontra-se muito pouco na internet. Sabemos que Monsanto foi concelho e pertenceu ao bispado da Guarda. Desde 1856 faz parte do concelho de Idanha-a- Nova. Tenho vindo a pesquisar quem fazia as suas vidas em Monsanto até 1724. E vou continuar já que me faltam bastantes dados.

Domingos Pinheiro ( 1746- ) mudou- se para Salvaterra  do Extremo já casado com Teresa Gonçalves Conde ( 1756- ) tambem  de Monsanto. Aos descendentes deste casal me incluo.

Quem eram estes Pinheiros de Monsanto e quem eram os Gonçalves Conde? O que faziam e de que viviam?  O nome Gonçalves talvez seja o que mais aparece nos assentos da igreja e paróquia de Salvador durante o século XVIII. Como se pode observar pelos dados que publico os ascendentes mais antigos que tenho são da parte de Domingos Pinheiro-Bartolomeu Pinheiro e Maria Gomes, e Domingos Lopes com Maria Gonçalves seus bisavós. Da parte da mulher Teresa temos Fernando de Mendonça com Isabel Gonçalves Roque e Domingos Gonçalves com Isabel Gonçalves. Curiosidades no dados adquiridos foi que uns Mendonças ficaram Condes assim como o apelido Castelhano passa para Cantarinho. Na história de Portugal temos vários períodos de interesse nomeadamente os reinados dos Filipes entre 1580 e 1640.

Why Bernard is Bernard

Bernhard Olthoff is a 37-year-old mariner, when on the 20th June 1882 he marries my grandmother’s grandmother Johanna Klingebiel. Both live in Shadwell, East London and it is at the local parish church the wedding takes place. Witnesses are Adelaide Grannemann and Jacob Schaumlöffel which witnesses on the German speaking community they must have belonged to.

By this time Johanna already had 2 children Henry William (14 years old) and my great grandmother Johanna Dorotea  ( 3 years old). Both these children and the deceased Arthur Henry Fredrik had the surname Rump. We have not been able to find anything on the mysterious Rump but Johanna most certainly came to England via Southampton where the oldest boy was born.

Bernhard became a father to these children and he must have been a most liked person as his name lived on never having himself any own children.

Henry Rump married Nancy Parker in 1892 and gives his daughter born in 1901 the name Johanna Bernhardine and his youngest son born in 1903 is Bernard.

Johanna Dorotea also wanted to Bernardise her children  so her son William my grandmother’s brother was christened William Bernard Ernest. My grandmother might have remembered Bernhard as she was 5 when he died because her son Bernard Ineichen is Bernard.

Bernhard Olthoff dies in 1905 and is buried at the Tower Hamlets cemetery having outlived Johanna by 6 years.

Hope the ancestry map above will help to keep track of the Bernards.

Os ascendentes de João Henriques Pinheiro

Sendo como sou Henriques Pinheiro foi com alguma excitação e muita curiosidade que pude consultar os livros paroquiais de Salvaterra do Extremo até 1803. Em pouco tempo consegui dados importantes para quem se interesse pela ascendência desta família beirã. Alguns dados interessantes tem que ver certamente com a proveniência agora confirmada que eram originários do concelho de Monsanto antes de virem para Salvaterra. E o porquê dessa emigração? Dei conta que muita gente veio formar família em Salvaterra provenientes de diversas aldeias de Idanha a Nova nesta época da última metade do século XVIII.  Aprendemos então que João Henriques Pinheiro (1817-1886) era filho de Manuel Pires e Maria Pinheiro. Da parte do pai era a proveniência de Aranhas e da aldeia do Bispo de Penamacor e da parte da mãe os Luis Corais de Salvaterra e o João Luís Boezo de Penha Garcia. Da parte paterna o avô Domingos Pinheiro já nascera em Monsanto ( os tais Pinheiros de Monsanto?) assim como a restante ascendência.

Infelizmente falta-nos o acesso aos livros de Salvaterra entre 1804 e 1852 para batismos e 1804 a 1860 para casamentos e óbitos. Nada sei do paradeiro desses documentos que tudo leva a crer existem mas estarão na posse de algum indivíduo que os não quer libertar para grande desgosto de quem se interessa pela genealogia.

 

Dama com belissimo chapéu

A senhora com este belissimo chapéu deverá ser a minha bisavó Amélia Olimpia Adelaide Caldeira. Quanto à identidade da criança, que aparenta ter cerca de um ano poderá ser a minha avó Rogéria mas tambem qualquer dos irmãos.

Para mim a genealogia é um passatempo que me interessa pois permite fazer um pouco papel de detective buscando dados desconhecidos. Já dei conta que muita gente não se interessa muito por o que já passou mas eu lá vou continuando a investigar e tambem a publicar estas curiosidades para que não se percam, caso alguma pessoa das gerações vindouras tenha o mesmo interesse que eu.

No trabalho da pesquisa familiar quando já não há familiares vivos para entrevistar resta-nos os documentos que se possam consultar mas tambem por exemplo a fotografia.

A fotografia que publico foi encomendada e executada por um fotógrafo de nome Carlos Evaristo Junior que teve a sua actividade em Espinho nos fins do século XIX e pricipios do século XX ( Uma fonte).

Segundo um dado que li só em 1901 abre este  Evaristo a sua empresa ( outra fonte). Se assim for a criança na foto só poderá ser o Martinho.

As irmãs Stella e Rogéria foram ambas batizadas em Espinho na igreja de S. Martinho de Anta em 1887. Os assentos dos batizados dos outros irmãos não os encontrei ainda, exceto o Emidio que foi batizado em Castelo Branco.

O que levou os Caldeira Ribeiro a Espinho não sabemos ao certo mas estará provávelmente relacionada com a carreira de José Clemente Ribeiro ao serviço da  Companhia Real de Caminhos de Ferro Portugueses que em 1874 inaugurou estação em Espinho.

Esta vila junto ao mar era muito procurada na época pela sociedade veraneante que vinha tomar banhos de mar e jogar nos casinos ( probido por lei).

Os Caldeira Ribeiro

Regresso hoje ao tema dos Caldeira Ribeiro por uma razão muito simples. Colhi novas informações a partir das pesquisas que vou fazendo através da internet e do tombo.pt. Tambem reli alguns mails do meu falecido pai João Manuel Henriques Pinheiro que relata ainda alguns dados sobre outros familiares Ribeiro dos quais tentarei saber algo mais.

No sábado dia 4 de março de 1880 na igreja de S. Miguel da Sé de Castelo Branco apresenta-se a nubente Amélia Olimpia Adelaide Caldeira para contraír casamento com José Clemente Ribeiro. Este casamento é por procuração já que o nubente não está presente. Segundo os dados dao assento da cerimónia, José Clemente é empregado de comércio no Porto onde reside na freguesia da Sé. Amélia é modista e com já sabíamos tinha nascido em S. Pedro da vila de Trancoso em 22 agosto de 1850. José Clemente é mais novo tendo nascido a 23 de novembro em Enxara do Bispo, Mafra em 1854. Presentes no casamento estão o pai da noiva José Mendes do Couto comerciante de Castelo Branco. O nome Caldeira vem da parte da mãe Maria José natural do Porto.

Começa assim a familia Caldeira Ribeiro cuja descendencia não está completa mas da qual posso referir a seguinte, Vitor Zeferino nasce em Espinho ( BI) em 9 outubro 1881, Emidio nasce em Castelo Branco 1 junho de 1883, Stela 18 junho 1885 em Castelo Branco, Rogéria, minha avó 17 de outubro de 1886 em Espinho, Manuela de quem não tenho datas nem lugares mas da qual tenho memória e Martinho 1898.

Emidio morre em Porto Amélia, Niassa em 1923 talvez vitima de alguma doença tropical. Stella morre em Lisboa em 1959, Martinho em Madrid em 1967 e Rogéria em Lisboa em 1977.

Em relação a José Clemente sabemos que depois da sua vida no comércio terá enveredado por carreira nos caminhos de ferro onde aparece como amanuense em Vila Velha do Ródão em 1885 e terá acabado a sua vida ao pé da estação de Santa Apolónia.