About João Pinheiro

I was born in England but grew up in Portugal. I am now 60 years old. This blog will be dedicated to subjects that are connected with my personal life and experiences. I will try to keep party politics out of it and concentrate on other matters. Wish me luck!

O escritório de Salazar

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Corria o boato em 1968. A informação corria da clandestinidade. Salazar teria caído duma cadeira no seu escritório da casa de verão. Muito mais não se sabia. Era uma notícia que esperançava o fim da ditadura do Estado Novo. Salazar nacionalista tinha a ideologia que estava na moda. Os portugueses tinham interesses comuns e basta. Só que a ideologia acabou na segunda guerra mundial na Alemanha e na Itália com a derrota.

Continuou em Portugal. Com consequências nefastas para o desenvolvimento do país. Sem alternativas democráticas o país estagnou nas guerras coloniais, na emigração, na pobreza e ignorância dos portugueses. Salazar era homem de brandos costumes. Escolheu como casa de verão em 1950 o forte de Santo Antônio da Barra, forte mandado construir no reinado de Filipe I para essencialmente proteger a costa de Lisboa.

Salazar caiu mesmo da cadeira e o que eram os seus aposentos até 1968 estão agora abertos ao público. O mobiliário já lá não está mas uma fotografia mostra como era o seu escritório. A câmara de Cascais tratou por cedência do ministério da Defesa que se recuperasse o forte, e ainda bem. .. Espero que continue a ser possível aos cidadãos de hoje e do futuro o poderem visitar.

Foto de Salazar lendo um jornal que deveria saber estava debaixo das garras da censura.

Memorias do Portugal-Uruguai

Foi a 26 de junho de 1966. A seleção nacional fazia o jogo de despedida antes de viajar para Inglaterra para participar no nosso primeiro mundial. O meu pai arranjou bilhetes e o Estádio Nacional estava cheio. Seria a primeira vez que ao vivo veria a seleção. Tinha 14 anos. Também pela primeira e única vez estava a minha avó Rogéria. Tinha 80 anos. A minha avó lia muito e seguia com interesse o fenómeno Eusébio.

O adversário para este encontro era uma seleção com pergaminhos mas que Portugal nunca tinha defrontado, o Uruguai.

O Torres marcou três golos e o resultado final foi mesmo 3-0. A minha avó achou mal que tivessem convidado cá os Uruguaios para sofrer derrota tão pesada e se não seria simpático deixá-los marcar um golo.

Mais logo é mesmo a sério. Cristiano Ronaldo e equipa terão que encontrar maneira de desfeitear o Uruguai 52 anos depois. Não vai ser fácil.

Falta-me o Pedro

É a segunda vez na minha vida que vou para Portugal sem lá estar o Pedro. A primeira foi quando me embarcaram no “Alcantara” no dia 11 de outubro de 1952 com destino a Lisboa. A 23 de fevereiro de 1954 nascia o Pedro. Desde então fomos irmãos. Passámos 14 anos como irmãos primeiro crianças e depois adolescentes. Passam- me muitas imagens desses tempos pela cabeça. Tivemos como todos momentos bons e maus. Coisas que me marcaram talvez não o tenham marcado tanto. Nunca o saberemos. O Pedro não se abria muito. Quando os nossos pais se separaram foi um rude golpe. Estávamos em idade difícil. Não entendíamos muito bem o que se passava, mas as brigas dos nossos pais eram difícil de lidar.
Fomos parar ao colégio Valsassina como alunos internos e no verão fomos para a colônia de férias na Praia das Maçãs. Para mim esse tempo foi dramático. Como irmão mais velho sentia que tinha que proteger o Pedro.
As coisas acalmaram quando fomos para Carcavelos viver com a nossa mãe, irmã Joana e avó Bua. O Pedro era muito generoso. Sempre nos lembrávamos quando íamos à Feira Popular e ele sempre tinha uns tostões para fazermos qualquer coisa extra. Na Praceta de Carcavelos o Pedro adoptou cães abandonados e fez comércio com bichos da seda.
A qualquer jogo de mesa que participasse tacitamente e irremediavelmente ganhava. Não havia hipótese. A escola no entanto não era para ele e nunca percebeu muito bem o que lá andava a fazer. Preocupava todos quando desaparecia para pescar ou fazer campismo. Nunca deu nenhuma importância aos confortos caseiros. Preferia mesmo era uma vida simples e sem complicações. Mais tarde aderiu à vida de praia e gostava de dar mergulhos no nosso mar Atlântico.
Quando era pequeno lembro-me de o ver jogar ao berlinde com grande entusiasmo e de cócoras. Da varanda a minha avó preocupava-se com o Pedro e seu futuro. Talvez pudesse ser relojoeiro?
Não foi para muito longe. Foi para a montagem de filmes. Gostava daquele ambiente que requeria paciência e ambientes fechados . Foi nos filmes que conheceu a Maria João e com ela teve as duas maravilhosas filhas Marta e Catarina.
 O Pedro integrou-se na nova família. Cumpriu o seu papel de pai acompanhando as filhas quando cresciam. Penso que foi um bom pai para as meninas e que se esforçou por fazer o melhor. Sempre mostrou orgulho por elas sem precisar de o dizer diretamente.
A vida do trabalhador da área do cinema não é fácil. É um ramo para entusiastas sempre com pouco dinheiro. O Pedro nunca ganhou grande coisa no cinema e quando as montagens passaram para a digitalização não sei se acompanhou as mudanças. Para dizer a verdade nunca percebia grande coisa quando falava da sua vida profissional. Sei que tinha alguns amigos nos filmes. Estava sempre disposto a ir com eles por esse Portugal fora fazendo diversos trabalhos ligados às produções cinematográficas.
Mais tarde na vida quando se separou da Maria João conheceu a Sara e com ela teve o Miguel. Este filho passou a ser o motivo principal da sua vida. Andava sempre com o Miguel e ajudava a Sara. Teve um amigo no Andy que apoiou a família nos momentos difíceis. Faleceu no passado dia 12 de maio após prolongada e dolorosa doença que enfrentou à maneira da sua personalidade tentando envolver outros o mínimo possível. Era o meu irmão e sinto a sua falta.

Manuel Toscano foi para o Brasil

Penso que estou a ficar especialista nas freguesias do concelho de Idanha-a- Nova, distrito de Castelo Branco. Mais concretamente Monsanto, Rosmaninhal e Salvaterra do Extremo onde vou colecionando um verdadeiro banco genealógico.

A possibildade de a partir de casa de fazer pesquisa através do tombo.pt é o dado mais importante que permite este trabalho. À medida que mais individuos aparecem nas bases de dados tambem novas informações e interesses vão aparecendo. Li recentemente que o interesse por exemplo da medicina, da policia, etc, aumenta para a utilização de bases de dados dos programas de genealogia com por exemplo o Ancestry.

Foi exatamente nesse site do Ancestry que me apareceu esta ficha consular do Brasil autorizando que Manuel de Mendonça Toscano emigrasse para o Brasil em 1952 com trinta anos de idade. Como ele era de Monsanto e com aqueles apelidos que aparecem também nos meus antepassados é lógico perceber que teremos ascendentes comuns. Não sei nada sobre ele. Se ficou no Brasil, o que lá fez, se formou familia?

Penso que alguem dará com este texto do meu blogue brevemente e reconhecerá este familiar. Se assim for pode comunicar por este meio e terei todo gosto em passar as informações de que disponho.

Monsanto à lupa

Procurando factos históricos sobre Monsanto, a aldeia mais portuguesa de Portugal, encontra-se muito pouco na internet. Sabemos que Monsanto foi concelho e pertenceu ao bispado da Guarda. Desde 1856 faz parte do concelho de Idanha-a- Nova. Tenho vindo a pesquisar quem fazia as suas vidas em Monsanto até 1724. E vou continuar já que me faltam bastantes dados.

Domingos Pinheiro ( 1746- ) mudou- se para Salvaterra  do Extremo já casado com Teresa Gonçalves Conde ( 1756- ) tambem  de Monsanto. Aos descendentes deste casal me incluo.

Quem eram estes Pinheiros de Monsanto e quem eram os Gonçalves Conde? O que faziam e de que viviam?  O nome Gonçalves talvez seja o que mais aparece nos assentos da igreja e paróquia de Salvador durante o século XVIII. Como se pode observar pelos dados que publico os ascendentes mais antigos que tenho são da parte de Domingos Pinheiro-Bartolomeu Pinheiro e Maria Gomes, e Domingos Lopes com Maria Gonçalves seus bisavós. Da parte da mulher Teresa temos Fernando de Mendonça com Isabel Gonçalves Roque e Domingos Gonçalves com Isabel Gonçalves. Curiosidades no dados adquiridos foi que uns Mendonças ficaram Condes assim como o apelido Castelhano passa para Cantarinho. Na história de Portugal temos vários períodos de interesse nomeadamente os reinados dos Filipes entre 1580 e 1640.

O Sporting merece melhor

Ser dirigente é um cargo de responsabilidade e confiança. Ser dirigente significa representar aqueles que elegeram mas tambem aqueles que não acreditavam. Nestes dias faz bem reflectir sobre o significado de ser dirigente. No Sporting Clube de Portugal, clube de que sou sócio à distancia, (pago as quotas mas não posso ver os jogos), existe um clima de extrema frustração que é produto de muitos anos de gestão deficiente que será o motivo principal da falta de titulos conquistados pela equipa de futebol.

Sobre os jogadores e técnicos não podem  caír suspeitas pois são profissionais e fazem o melhor que sabem pois não só servem o clube como tambem tem ambição própria e normal de desenvolver a sua carreira. Depois de uma época das mais bem conseguidas dos ultimos tempos instala-se de novo um clima de frustração e desalento. O culpado principal é o presidente Bruno de Carvalho que por várais vezes e nos momentos mais dificeis fez um triste papel juntando-se aos mais descontentes e alienando-se da sua condição de lider.

Ser presidente é um cargo de confiança. Infelizmente no tempos em que vivemos há um foco muito grande nas pessoas e muito pequeno nos factos e nas ideias. Nestes ambientes surgem aventureiros sem qualidades de direção que promente mundos e fundos. E as massas acreditam. Nada se consegue se não houver um plano a curto e longo prazo e muito trabalho sério. De Bruno de Carvalho transparece populismo e ego. O clube não é ele e já deveria ter-se demitido pois está a arriscar a própria existencia do clube que ele diz ser o amor da sua vida.

Os métodos de Bruno de Carvalho podem ser comparados a lideres populistas com tendencia a serem ditadores. Assim não vamos lá. Um dirigente máximo tem que passar ao lado de dar uma imagem de que somos vitimas e que todos estão contra nós.Não pode passar as culpas quando as coisas correm mal para outros já que o dirigente máximo é tambem o máximo responsável.Não pode encorajar adeptos a fazer justiça aos jogadores. E tudo isto faz o presidente do Sporting.

Aos sócios sportinguistas peço calma e que dentro dos processos democráticos pelo que se deve reger o nosso clube acabem com a presidencia do actual presidente antes que ele acabe com o Sporting.

Why Bernard is Bernard

Bernhard Olthoff is a 37-year-old mariner, when on the 20th June 1882 he marries my grandmother’s grandmother Johanna Klingebiel. Both live in Shadwell, East London and it is at the local parish church the wedding takes place. Witnesses are Adelaide Grannemann and Jacob Schaumlöffel which witnesses on the German speaking community they must have belonged to.

By this time Johanna already had 2 children Henry William (14 years old) and my great grandmother Johanna Dorotea  ( 3 years old). Both these children and the deceased Arthur Henry Fredrik had the surname Rump. We have not been able to find anything on the mysterious Rump but Johanna most certainly came to England via Southampton where the oldest boy was born.

Bernhard became a father to these children and he must have been a most liked person as his name lived on never having himself any own children.

Henry Rump married Nancy Parker in 1892 and gives his daughter born in 1901 the name Johanna Bernhardine and his youngest son born in 1903 is Bernard.

Johanna Dorotea also wanted to Bernardise her children  so her son William my grandmother’s brother was christened William Bernard Ernest. My grandmother might have remembered Bernhard as she was 5 when he died because her son Bernard Ineichen is Bernard.

Bernhard Olthoff dies in 1905 and is buried at the Tower Hamlets cemetery having outlived Johanna by 6 years.

Hope the ancestry map above will help to keep track of the Bernards.

Os ascendentes de João Henriques Pinheiro

Sendo como sou Henriques Pinheiro foi com alguma excitação e muita curiosidade que pude consultar os livros paroquiais de Salvaterra do Extremo até 1803. Em pouco tempo consegui dados importantes para quem se interesse pela ascendência desta família beirã. Alguns dados interessantes tem que ver certamente com a proveniência agora confirmada que eram originários do concelho de Monsanto antes de virem para Salvaterra. E o porquê dessa emigração? Dei conta que muita gente veio formar família em Salvaterra provenientes de diversas aldeias de Idanha a Nova nesta época da última metade do século XVIII.  Aprendemos então que João Henriques Pinheiro (1817-1886) era filho de Manuel Pires e Maria Pinheiro. Da parte do pai era a proveniência de Aranhas e da aldeia do Bispo de Penamacor e da parte da mãe os Luis Corais de Salvaterra e o João Luís Boezo de Penha Garcia. Da parte paterna o avô Domingos Pinheiro já nascera em Monsanto ( os tais Pinheiros de Monsanto?) assim como a restante ascendência.

Infelizmente falta-nos o acesso aos livros de Salvaterra entre 1804 e 1852 para batismos e 1804 a 1860 para casamentos e óbitos. Nada sei do paradeiro desses documentos que tudo leva a crer existem mas estarão na posse de algum indivíduo que os não quer libertar para grande desgosto de quem se interessa pela genealogia.

 

Dama com belissimo chapéu

A senhora com este belissimo chapéu deverá ser a minha bisavó Amélia Olimpia Adelaide Caldeira. Quanto à identidade da criança, que aparenta ter cerca de um ano poderá ser a minha avó Rogéria mas tambem qualquer dos irmãos.

Para mim a genealogia é um passatempo que me interessa pois permite fazer um pouco papel de detective buscando dados desconhecidos. Já dei conta que muita gente não se interessa muito por o que já passou mas eu lá vou continuando a investigar e tambem a publicar estas curiosidades para que não se percam, caso alguma pessoa das gerações vindouras tenha o mesmo interesse que eu.

No trabalho da pesquisa familiar quando já não há familiares vivos para entrevistar resta-nos os documentos que se possam consultar mas tambem por exemplo a fotografia.

A fotografia que publico foi encomendada e executada por um fotógrafo de nome Carlos Evaristo Junior que teve a sua actividade em Espinho nos fins do século XIX e pricipios do século XX ( Uma fonte).

Segundo um dado que li só em 1901 abre este  Evaristo a sua empresa ( outra fonte). Se assim for a criança na foto só poderá ser o Martinho.

As irmãs Stella e Rogéria foram ambas batizadas em Espinho na igreja de S. Martinho de Anta em 1887. Os assentos dos batizados dos outros irmãos não os encontrei ainda, exceto o Emidio que foi batizado em Castelo Branco.

O que levou os Caldeira Ribeiro a Espinho não sabemos ao certo mas estará provávelmente relacionada com a carreira de José Clemente Ribeiro ao serviço da  Companhia Real de Caminhos de Ferro Portugueses que em 1874 inaugurou estação em Espinho.

Esta vila junto ao mar era muito procurada na época pela sociedade veraneante que vinha tomar banhos de mar e jogar nos casinos ( probido por lei).

Os Caldeira Ribeiro

Regresso hoje ao tema dos Caldeira Ribeiro por uma razão muito simples. Colhi novas informações a partir das pesquisas que vou fazendo através da internet e do tombo.pt. Tambem reli alguns mails do meu falecido pai João Manuel Henriques Pinheiro que relata ainda alguns dados sobre outros familiares Ribeiro dos quais tentarei saber algo mais.

No sábado dia 4 de março de 1880 na igreja de S. Miguel da Sé de Castelo Branco apresenta-se a nubente Amélia Olimpia Adelaide Caldeira para contraír casamento com José Clemente Ribeiro. Este casamento é por procuração já que o nubente não está presente. Segundo os dados dao assento da cerimónia, José Clemente é empregado de comércio no Porto onde reside na freguesia da Sé. Amélia é modista e com já sabíamos tinha nascido em S. Pedro da vila de Trancoso em 22 agosto de 1850. José Clemente é mais novo tendo nascido a 23 de novembro em Enxara do Bispo, Mafra em 1854. Presentes no casamento estão o pai da noiva José Mendes do Couto comerciante de Castelo Branco. O nome Caldeira vem da parte da mãe Maria José natural do Porto.

Começa assim a familia Caldeira Ribeiro cuja descendencia não está completa mas da qual posso referir a seguinte, Vitor Zeferino nasce em Espinho ( BI) em 9 outubro 1881, Emidio nasce em Castelo Branco 1 junho de 1883, Stela 18 junho 1885 em Castelo Branco, Rogéria, minha avó 17 de outubro de 1886 em Espinho, Manuela de quem não tenho datas nem lugares mas da qual tenho memória e Martinho 1898.

Emidio morre em Porto Amélia, Niassa em 1923 talvez vitima de alguma doença tropical. Stella morre em Lisboa em 1959, Martinho em Madrid em 1967 e Rogéria em Lisboa em 1977.

Em relação a José Clemente sabemos que depois da sua vida no comércio terá enveredado por carreira nos caminhos de ferro onde aparece como amanuense em Vila Velha do Ródão em 1885 e terá acabado a sua vida ao pé da estação de Santa Apolónia.