About João Pinheiro

I was born in England but grew up in Portugal. I am now 60 years old. This blog will be dedicated to subjects that are connected with my personal life and experiences. I will try to keep party politics out of it and concentrate on other matters. Wish me luck!

A cacofonia do IPO e outros apontamentos

Começo a ambientar-me ao IPO ( Instituto Português de Oncologia), já começo a conhecer os cantos da casa. Situado no centro de Lisboa bem pegado à Praça de Espanha tem que ser um sítio um pouco barulhento, mas aqui, além dos aviões que passam por cima de nós em direção ao aeroporto Humberto Delgado temos o fator mais surpreendente que são os sons de patos e galináceos que nos entram pela janela dos diiferentes edifícios do hospital. Daí haver uma mistura sonora de cidade e campo. Este hospital tem a particularidade de se dedicar exclusivamente ao cancro. Aqui se faz tudo desde testes COVID, análises de sangue, psicologia, tratamentos de quimioterapia assim como todas as outras terapias associadas à oncologia. É prático.
O ambiente que se vive aqui combina um senso forte de profissionalismo com uma atitude por parte de todo o pessoal caracterizado por simpatia e o sentimento que o paciente é verdadeiramente central neste hospital.
O que também me salta à vista e comparando com outras experiências na Suécia é a forma como as equipas interagem num espírito aberto. Penso que a intensidade coletiva do espírito de equipa e social que observo entre o pessoal é benéfico para as situações de stress que diariamente ocorrem é que assim se resolvem de forma mais natural. Como paciente a familiaridade que encontro por parte do pessoal ajuda a suportar tratamentos por vezes morosos.

A decisão de construir o IPO fará 100 anos em 28 dezembro de 2023. A decisão de o construir partiu do Ministro da Instrução Pública António Sérgio de Sousa, Mas a verba necessária para a compra de terrenos, construção de dois pavilhões, aquisição de 1800 mgs de rádio-elemento, instalação de 4 cabines de roentgenterapia ( raios X ) e laboratórios de investigação científica data de 1927. No dia 29 de dezembro 1927 começaram a funcionar as instalações com o referido material.
O pavilhão onde tenho recebido transfusão de sangue e inserção intravenosa de ferro começou a ser construído em 1931 construiu-se conforme os princípios votados no 2 congresso internacional de radiologia ( Estocolmo, 1928). Foi esta a primeira construção, criada na Europa, com proteção eficaz contra as radiações.

Por tudo isto se poderá deduzir que o IPO de Lisboa já leva a sua carga inovadora e de vanguarda que parece orgulhar os 1800 colaboradores que anualmente acompanham mais de 50 000 doentes, com a curiosidade acrescida de ser lar de patos e galináceos.

O Ventura é mentiroso

Assisti ontem ao debate televisivo entre o candidato de extrema-direita André Ventura e a candidata Ana Gomes.
A certa altura diz o presidente do Chega que em Portugal 60% sustentam 40% da população. Qual era a intenção desse candidato senão fosse a de confundir os eleitores? Quem engloba esses dois grupos percentuais? Numa população envelhecida como a de Portugal temos uma grande percentagem de pessoas que já não trabalham. Estarão estes no grupo que Ventura acusa de serem parasitas? Ou estará a queixar-se das crianças e dos doentes que não podem contribuir para a economia do país?
Essa relação que menciona o Ventura não é invulgar e é comparável à dos outros países. O que Ventura quer fazer-nos acreditar no seu prisma de populista é que há imensos imigrantes e bandidos que são financiados por quem trabalha . Um velho truque da extrema-direita que só pega a quem não se informar dos factos.
Olhando para a tabela da União Europeia damos conta que Portugal continua a perder população e que essa perda é nociva para a economia já que estamos a perder pessoas em idade ativa. Todos os países da Europa tem um déficit negativo de natalidade mas Portugal (1.3) está com grande problema demográfico já que não está a atrair imigração que chegue e morrem mais pessoas do que nascem. Nessa relação perdemos 6000 pessoas no índice de natalidade contra letalidade o saldo negativo de emigração é de 29000 pessoas.
Fica claro que Portugal está entre os países mais idosos da Europa com média nacional de 47 anos. Também percebemos que a percentagem que não vive em grandes centros urbanos é baixa comparando a outros países.
O meu alerta é para que não se deixem enganar por André Ventura. A meta dele é conquistar o poder levando os partidos de direita de reboque para sustentar quem o financia e para trazer mais desigualdades à sociedade portuguesa. Ficaria feliz se os portugueses conseguissem ser diferentes das populações de outros países europeus e dos Estados Unidos e não caíssem nas malhas do populismo mentiroso.

Chega de Chega

Afinal não somos diferentes dos outros europeus já que tão fácilmente sucumbimos ao populismo de extrema direita que tanto sofrimento e destruição já trouxe ao mundo. Afinal ,tendo milhões de compatriotas, há décadas espalhados por todo mundo não evita que uma porção dos eleitores de Portugal sejam atraídos pela xenofobia e pelo racismo.
Já percebi que em Portugal há saudosistas do Estado Novo. Têm saudades de sermos o país mais pobre e com maior pobreza da Europa incluindo as ditaduras do Leste. Faz-lhes falta uma época em que metade dos nossos cidadãos eram analfabetos. Gostavam quando, durante décadas, os portugueses tinham que emigrar ajudando a fortalecer as economias dos outros países. Tem saudades da censura e da falta de liberdade. Gostavam que voltássemos a ter um império injusto e insustentável.
Pessoalmente fico muito triste que não sejamos melhores.
Na Suécia, país onde passei quase toda minha vida apareceu um partido como o Chega, partido esse jogando na xenofobia com raízes no racismo. Foram crescendo e à medida que o faziam a imprensa fez o seu papel na democracia e investigou muitos desses senhores pois estamos a falar de uma maioria gigantesca de homens. O partido de que falo o Sverigedemokraterna estava a ser apoiado por pessoas com passado no racismo e no nazismo, pessoas com dívidas ao fisco, pessoas com historial de indevidamente terem usufruído de apoios e subsídios aos quais não tinham direito. Espero que em Portugal a imprensa cumpra a sua obrigação democrática de revelar o que estes dirigentes têm na bagagem.
Os partidos populistas de extrema direita alimentam-se do desinteresse e falta de participação das populações. Em Portugal já muitos se desinteressaram a fazer escolhas eleitorais. Dão conta que há corrupção e com razão revoltam-se. A cara do Chega, André Ventura quererá convencer que ele também é contra a corrupção mas na realidade olha para tràs, para a ditadura que tivemos 48 anos em Portugal onde imperava uma corrupção de grandes dimensões mas sem controle democrática e logo desconhecida.
Com exemplo no que assistimos no mundo, mais recentemente com Donald Trump, iremos assistir muito provávelmente ao enfraquecimento da direita democrática dando mais e mais espaço a quem não quer a democracia.
Portugal merece e necessita de outra coisa que não o Chega.

Obrigado imigrante brasileiro

Comi umas coizinhas e tomei uma imperial ontem no Estádio Alvalade antes do jogo da seleção. Como quase invariávelmente acontece quem estava atrás do balcão era brasileiro.

Perguntei se alguma vez algum português lhes tinha agradecido por estarem cá em Portugal, estando como estão, a contribuir para o desenvolvimento económico do país. Riram-se e declararam que nunca tinha acontecido. Agradeci eu, como representante da sociedade envelhecida de Portugal, aquela que mais depende que hajam pessoas em idade ativa a trabalhar.

Na realidade penso que a imigração brasileira deve ser das mais bem sucedidas no mundo. Uma língua em comum e uma cultura muito próxima faz com que os brasileiros se integrem rápidamente e estejam aptos a trabalhar no próprio dia em que desembarcam em Portugal. Vou-me apercebendo que há brasileiros em quase todas as atividades realçando desde já as áreas da restauração e da saúde.

Qualquer país que não atraia imigracão é um país em desvantagem. Também um país que obriga os seus cidadãos a saír dos seus próprios países também está em desvantagem. Portugal tem os dois fenómenos paralelos, agravados com o brain drain a que estamos assistindo.

Ainda sou do tempo em que saíam de Portugal hordes de imigrantes os quais a sociedade portuguesa não tinha preparado nem estava interessada em investir neles. Quem não se recorda que durante muitos anos a maior fonte de riqueza do nosso paupérrimo país eram as receitas do imigrantes? Hoje já ninguem duvida que foram os imigrantes portugueses que contribuiram decidamente para o sucesso económico de muitos países europeus.

Estou-me a recordar conversas que tive com pessoas da classe média brasileira na Suécia na década de 1970.Eram refugiados à ditadura no Brasil. Diziam-me que a ideia que tinham dos portugueses era que vinham ao Brasil e abriam padarias. Na realidade esses portugueses no Brasil contribuiram e muito para o desenvolvimento desse país. Isto durante gerações. Mas os pratos da balança desequilibraram e agora já não são os portugueses a ir para o Brasil mas é o contrário que está a acontecer.

É Portugal um bom país para viver? Penso que o será se tiver uma ambição politica de diminuir os índices de pobreza aqui existentes. Segundo as estatísticas 17% da população de Portugal é considerada pobre. Tem que haver ambição para anualmente ir diminuindo os índices de pobreza. Só se conseguirá a médio ou longo prazo investindo nas áreas da nossa sociedade onde se faz a diferença, um sistema de educação e de educação vocacional, uma politica de apoio às famílias para que as crianças cresçam com esperança de uma vida melhor, uma politica de habitação que melhore as condições atuais. È possivel que Portugal continue a ser um país de eleição para o emigrante e para lá chegar temos que contar com os atuais imigrantes e tudo aquilo que nos prorcionam com o seu trabalho e presença. Bem hajam!

Ciclismo Marginal

Comentava com a minha mulher a beleza da Estrada Marginal, ou da estrada da Linha do Estoril. Sem dúvida que é uma das estradas mais belas de Portugal e até do mundo com vista quase constante para o mar e suas praias. Sendo um troço de transporte principalmente para carros transparece uma ideia que se baseia na existência de outros veículos a circularem nesta bela estrada.

Refiro-me principalmente aos ciclistas de variadas idades e condições físicas . Como não ando na marginal de bicicleta tenho dificuldade em perspetivar o sentimento dos ciclistas mas não tenho dúvidas que estes se expõem a situações de perigo devido às circunstâncias assim como ao comportamento dos diferentes traficantes.

Como automobilista devo dizer que a presença de tanto ciclista na marginal não é segura nem aconselhável. A maior parte dos troços da estrada são de 70 kms/ hora. Não há ciclista que possa andar a essa velocidade, pelo que terão que continuamente ser ultrapassados.Ora isto ocasiona situações acrescidas de risco especialmente levando em conta que muitos ciclistas não se parecem preocupar com as suas próprias limitações e muitos até não cumprem as regras a que se consideram ter direito, passando por exemplo por sinais vermelhos e não contribuindo suficientemente para serem ultrapassados.

O ciclismo é sem dúvida nenhuma uma atividade salutar mas penso que deveriam haver alternativas para a prática deste desporto/recreio que não seja a circulação pela Marginal.

Corrupção em Portugal corrompe a própria democracia

Vou dando conta á medida que a minha estadia em Portugal se vai alargando que os niveis de corrupção aqui são altos e arriscam a esvaziar a confiança nas instituições e naqueles que devem servir os interesses dos cidadãos. É o proprio sistema democrático que fica lesado.

Num livro que acaba de ser publicado da autoria de Paulo de Morais com o titulo“ O pequeno livro negro da corrupção ”, dá-se conta que existem 2 milhões de pobres em Portugal e que o país aparece no 30 lugar na União Europeia quando se refere á transparência democrática .

Para mim é vergonhoso que alguem que tenha aceite um cargo publico, isto é, que se tenha compremetido a ser representante dos cidadãos para levar a cargo uma determinada politica, se aproveite da posição de poder adquirida, para se emprestar a situações de corrupção. Penso que em todos os partidos politicos hajam muitos que não se deixam infuenciar pela corrupção mas que em todos partidos haverá exemplos de pessoas que lidam mal com essas situações e fazem péssimas escolhas.

Depreende-se que esta mentalidade corrupta nunca deixou de existir em Portugal. Estava cá quando saí de Portugal em 1968 e cá está em 2020 e por isso é que somos um país dividido com muita gente na pobreza e uns tantas na grande riqueza. Não quero deixar de dizer que o sistema democático trouxe grandes avanços e que sem a corrupcão ainda teriamos ido mais longe. Mas alerto aos democratas deste país que se não puseram cobro à corrupcão estão a dar força à extrema direita populista, que crescerá à sombra da desconfianca nas instituições vigentes e seus mais importantes representantes.

Esta semana passada aparecem dois casos que vale a pena comentar. O primeiro tem a ver com a posicão do primeiro ministro António Costa ao apoiar uma personagem que está acusada de corrupcão. A leitura que faz qualquer dos mais comuns dos mortais é que o primeiro ministro como pessoa privada ou publica (a mesma coisa), aceita que essa corrupção possa acontecer. Esteve mal António Costa e outros politicos que terão que ter cuidado sobre os sinais que deixam tranparecer.No que diz respeito a António Costa é pena pois penso que o primeiro ministro está a fazer um bom trabalho e que os resultados estão à vista.

O segundo caso é verdadeiramante alarmante pois envolve a própria justiça através das aldrabices em que se envolveu entre outros o juiz desembargador Rui Rangel. Quando a justiça está corrupta Portugal deixa de ser um país sério e aparece com os tiques dos países mais pobres ou em desenvolvimento onde a estrutura democrática é supostamente muito mais débil.

Há muitas reformas para fazer em Portugal para aumentar as possibilidades de todos em construir um futuro melhor. Penso especialmante na área da educação que introduziu, e bem, a escolaridade obrigatória mas que depois carrega duro nos encarregados de educação com propinas, livros , etc. Aqui poderia Portugal aprender algo com a Suécia que não penaliza economicamente as familias para iue haja uma educacão boa para todos. E que o sistema abrange desde a pré escolar até ao secundário. Essa reforma é absolutamemte possivel mas implica que não se escape ao fisco como se faz em Portugal e que os próprios cidadãos aceitem pagar impostos porque sabem que estes beneficiam as familias e o futuro do país.

Com a corrupção que presenciamos Portugal vai ficar mais pobre como sociedade e como país.Se queremos aumentar o número de pessoas ativas com cargos públicos fortalecendo a democracia, se queremos que os números das abstencõs eleitorais diminuam, se queremos uma sociedade mais justa, temos que pôr fim à corrupção e isso começa por cima estabelecendo quanto antes penas adequadas a quem a pratica e apoiando aqueles que vivem as suas vidas publicas servindo os cidadãos em honestidade.

Espectadores fumadores

Portugal é um país fantástico. O que caracteriza o povo portugues são as paixões e os sentimentos tipicos do país. Costuma-se até falar dos tres Fs, Fado, Fátima e Futebol. Estes fervores próprios de uma nação tão antiga como a nossa muitas vezes pecam pela falta de lógica. Vou hoje referir-me ao futebol. Simpatizo e sou sócio do Sporting. Gosto quando venho a Portugal de ir ver jogos ao vivo. Mas é uma experiencia que deixa a desejar. Porquê?

Todas as vezes que vou a um jogo tenho sido sempre incomodado por espectadores fumadores. Há pessoas que são muito nervosas. Fumam cigarros uns atrás dos outros…Há até quem fume charutos. E eu a respirar esses fumos quer queira quer não… Não sou só eu pois já tenho levado menores que são vitimas como eu. Quem está a minha volta recebe também. Em Portugal quem está no seu direito é o fumador! Acabo de verificar que até a autoridade que deveria proteger a nossa saúde a Direção Geral de Saúde (DGS) não acha necessário defender as pessoas contra o fumar passivo. Entende a DGS que uma bancada desportiva está ao ar livre. Pergunto-me a mim próprio porque motivo é que os outros países que conheço proibem fumar nas bancadas dos campos de futebol. Defender o lobby do tabaco não tem lógica nenhuma. Enfim, em frente!

Em Portugal existe um número desusado de comentadores desportivos. Passam horas a debater questões relacionadas com os clubes e zangam-se uns com os outros. Enfim deveria ser interessante se algum desses comentadores especialistas de futebol levantassem o olhar para discutir esse tipo de questão que tem que ver com o espetador a sua comodidade e os seus direitos. Não penso que vá acontecer!

Para mim são os próprios clubes que devem dar o exemplo se se preocuparem com os seus sócios e simpatizantes e quem paga bilhete. Há alguns anos escrevi ao então presidente Bruno de Carvalho a apontar este problema e a sugerir como enfrentá-lo. Claro que não recebi resposta alguma. O que eu recomendaria ao Sporting se não se atreve a estar do lado dos não fumadores e simplesmente proíbir fumar nas bancadas, seria criar bancadas ou parte delas para não fumadores.

Está na hora de haver uma consciencialização geral para proteger a saúde publica. Nestas alturas do novo Corona virus já se fez entender que os clubes não andam felizes com as normas impostas pela DGS mas quem manda nas bancadas quando não há legislacão é quem organiza os espetáculos. Ao atual presidente sr. Frederico Varandas faço o desafio de entrar no seculo XXI e levar a questão à sua direcão para o bem dos sócios e simpatizantes não fumadores. E olhe que são a maioria!

Comparing pandemic strategies


I am now in a position to share some notes on how I see Sweden and Portugal dealing with COVID 19, now considered a pandemic situation worldwide.
Being the two countries very similar it makes it interesting to compare them. What are the similarities? They have approximately the same population of 10 million and an elderly population. Portugal more densely populated than Sweden.
Arriving in Lisbon one immediately notices that here in Portugal people are wearing masks in all public places. This you do not see in Sweden and I have even noticed that when I have worn a mask people have signaled by their behavior that they could suspect that I could be contaminated.
why then this difference in attitude and what might come out of it? Comparing figures today 1st July it seems that Portugal so far has a better record than Sweden. Here are today’s figures.
Portugal : Contaminated 42141, deceased 1576 and on intensiv care 73

Sweden: Contaminated 69692, decease 5370 and on intensive care 136.

The mentality of the citizens in both countries obviously vary considerably. Sweden seems to be aiming at reaching group immunity while In Portugal the main concern seems to be getting as few people infected as possible. In order to achieve this the State through government and president have constantly appealed to responsible behaviour. But the shut down of economy has been quite dramatic and It has obviously caused the economy to suffer more than in Sweden. In Portugal the laws change according to what is considered necessary. People here seem to be used to laws and regulations from above.
in Sweden on the other hand the authorities that work under the State give recommendations to the citizens as to how each and everyone should be responsible to deal socially with the situation. This strategy seems to have hit immigrants i Sweden quite hard. Their situation of relative isolation has proven to have serious consequences for this group. Portugal has also a similar problem having a lower standard of living with many people defenseless in coping with the contamination.
I would not venture today to say what the final outcome will be even if many premature conclusions are being take right, left and center.
What seems to be common to the people in both countries is the psychological toll it is taking where many people live terrified and cannot find balance based on statistics and facts that they should need to interpret better the real situation.

Sou saloio

Assento de batismo de Manoel Teodósio da Silva

Nestes dias que vão correndo de epidemia pandémica a pesquisa familiar é um passatempo ideal. Resolvi estudar os meus antepassados de Azueira, concelho de Mafra. O avô paterno da minha avó materna chamava-se Manoel Teodósio da Silva. Foi batizado na igreja de S. Pedro de Grilhões e tinha nascido em novembro de 1810. Era costume batizar as crianças com apenas um nome e ele era por conseguinte Manoel. Não sei ainda para onde foi nem tão pouco quando morreu. Os pais eram Domingos da Silva e Maria da Encarnação. Com a pesquisa dos familiares de Azueira fiquei a conhecer inúmeros lugares como Casal da Pestana, Vermoeira, Barras, Bandalhoeira, Livramento, Sevilheira, etc.

Calculo que ainda andarão alguns parentes afastados por essas bandas e atendendo aos movimentos de migração urbana que conhecemos estarão principalmente em Lisboa ou Torres Vedras.
A vida na freguesia de Azueira seria semelhante ao do resto do país e da Europa. Dou conta que famílias inteiras não sobreviviam calculo que à tuberculose e há exemplos de casais com imensos filhos que nasciam em espaços de dois anos para acabarem falecidos em criança. Como deveria ser duro para essas famílias…
Manoel Teodósio casou com Teresa Francisca Ribeiro de Enxara do Bispo, logo ali ao lado e foi o nome Ribeiro que continuou a descendência com o meu bisavô José Clemente Ribeiro como meu ascendente mais próximo mas ele próprio descendente das gentes da Azueira.

Igreja de S. Pedro de Grilhões na Azueira

Sundsvall in the world

We are not alone in the world! The Corona virus epidemic has, if anything, proved our dependency of each other. It is a wake up call against our very egocentric societies where we have been made to believe that focusing on the self and own interests is the best way forward. This ego society does not bring anyone happiness as it does not bring fulfillment and positive sense of human existence. 

In this context I am writing a few words about what a community with most of its basic needs fulfilled can do for others in the world.

Sweden is considered one of the best societies in the world. This is based on a collective sense of guaranteeing help to our needed citizens and conditions for development. The function and organization of education and health are basic in the assessment of the well being of a society. Sweden comes top because we have been capable to use our resources in a rather fair and just way.

The Swedish parliament is conscious that egoism is not the way forward for ourselves or in the world. That is why for 2020 it has reserved a sum of about 4.5 billion Dollars for cooperation with other countries. Most of this money is administered by Swedish international Development Agency (SIDA). 

Many municipalities in Sweden participate in the various programs that are financed by SIDA. Much of these cooperation resources are chained to various organizations that work within the goals and aims of the Swedish parliament. One of the important organizations is ICLD (International Center for Local Democracy). Sundsvall has in the last years been part of this program and has worked with the community of Makunduchi in the southern part of the island of Unguja in Zanzibar. The population is calculated as more than 1 million people in an area half the size of the area of Sundsvall.

Being involved in this project since the beginning I felt that we should from our part gather as much information as possible and this took me last month to visit Mr. Ulf Källstig at the SIDA office in Dar es Salam. He could during this interview thank our municipaly for its commitment and at the same time explained that economic growth in the African continent should interest Swedish companies and we also talked about what can be done to combat the environment situation we are going through.
Any comments are welcome directly on this blog as this article will be followed up shortly.