Corrupção em Portugal corrompe a própria democracia

Vou dando conta á medida que a minha estadia em Portugal se vai alargando que os niveis de corrupção aqui são altos e arriscam a esvaziar a confiança nas instituições e naqueles que devem servir os interesses dos cidadãos. É o proprio sistema democrático que fica lesado.

Num livro que acaba de ser publicado da autoria de Paulo de Morais com o titulo“ O pequeno livro negro da corrupção ”, dá-se conta que existem 2 milhões de pobres em Portugal e que o país aparece no 30 lugar na União Europeia quando se refere á transparência democrática .

Para mim é vergonhoso que alguem que tenha aceite um cargo publico, isto é, que se tenha compremetido a ser representante dos cidadãos para levar a cargo uma determinada politica, se aproveite da posição de poder adquirida, para se emprestar a situações de corrupção. Penso que em todos os partidos politicos hajam muitos que não se deixam infuenciar pela corrupção mas que em todos partidos haverá exemplos de pessoas que lidam mal com essas situações e fazem péssimas escolhas.

Depreende-se que esta mentalidade corrupta nunca deixou de existir em Portugal. Estava cá quando saí de Portugal em 1968 e cá está em 2020 e por isso é que somos um país dividido com muita gente na pobreza e uns tantas na grande riqueza. Não quero deixar de dizer que o sistema democático trouxe grandes avanços e que sem a corrupcão ainda teriamos ido mais longe. Mas alerto aos democratas deste país que se não puseram cobro à corrupcão estão a dar força à extrema direita populista, que crescerá à sombra da desconfianca nas instituições vigentes e seus mais importantes representantes.

Esta semana passada aparecem dois casos que vale a pena comentar. O primeiro tem a ver com a posicão do primeiro ministro António Costa ao apoiar uma personagem que está acusada de corrupcão. A leitura que faz qualquer dos mais comuns dos mortais é que o primeiro ministro como pessoa privada ou publica (a mesma coisa), aceita que essa corrupção possa acontecer. Esteve mal António Costa e outros politicos que terão que ter cuidado sobre os sinais que deixam tranparecer.No que diz respeito a António Costa é pena pois penso que o primeiro ministro está a fazer um bom trabalho e que os resultados estão à vista.

O segundo caso é verdadeiramante alarmante pois envolve a própria justiça através das aldrabices em que se envolveu entre outros o juiz desembargador Rui Rangel. Quando a justiça está corrupta Portugal deixa de ser um país sério e aparece com os tiques dos países mais pobres ou em desenvolvimento onde a estrutura democrática é supostamente muito mais débil.

Há muitas reformas para fazer em Portugal para aumentar as possibilidades de todos em construir um futuro melhor. Penso especialmante na área da educação que introduziu, e bem, a escolaridade obrigatória mas que depois carrega duro nos encarregados de educação com propinas, livros , etc. Aqui poderia Portugal aprender algo com a Suécia que não penaliza economicamente as familias para iue haja uma educacão boa para todos. E que o sistema abrange desde a pré escolar até ao secundário. Essa reforma é absolutamemte possivel mas implica que não se escape ao fisco como se faz em Portugal e que os próprios cidadãos aceitem pagar impostos porque sabem que estes beneficiam as familias e o futuro do país.

Com a corrupção que presenciamos Portugal vai ficar mais pobre como sociedade e como país.Se queremos aumentar o número de pessoas ativas com cargos públicos fortalecendo a democracia, se queremos que os números das abstencõs eleitorais diminuam, se queremos uma sociedade mais justa, temos que pôr fim à corrupção e isso começa por cima estabelecendo quanto antes penas adequadas a quem a pratica e apoiando aqueles que vivem as suas vidas publicas servindo os cidadãos em honestidade.

Espectadores fumadores

Portugal é um país fantástico. O que caracteriza o povo portugues são as paixões e os sentimentos tipicos do país. Costuma-se até falar dos tres Fs, Fado, Fátima e Futebol. Estes fervores próprios de uma nação tão antiga como a nossa muitas vezes pecam pela falta de lógica. Vou hoje referir-me ao futebol. Simpatizo e sou sócio do Sporting. Gosto quando venho a Portugal de ir ver jogos ao vivo. Mas é uma experiencia que deixa a desejar. Porquê?

Todas as vezes que vou a um jogo tenho sido sempre incomodado por espectadores fumadores. Há pessoas que são muito nervosas. Fumam cigarros uns atrás dos outros…Há até quem fume charutos. E eu a respirar esses fumos quer queira quer não… Não sou só eu pois já tenho levado menores que são vitimas como eu. Quem está a minha volta recebe também. Em Portugal quem está no seu direito é o fumador! Acabo de verificar que até a autoridade que deveria proteger a nossa saúde a Direção Geral de Saúde (DGS) não acha necessário defender as pessoas contra o fumar passivo. Entende a DGS que uma bancada desportiva está ao ar livre. Pergunto-me a mim próprio porque motivo é que os outros países que conheço proibem fumar nas bancadas dos campos de futebol. Defender o lobby do tabaco não tem lógica nenhuma. Enfim, em frente!

Em Portugal existe um número desusado de comentadores desportivos. Passam horas a debater questões relacionadas com os clubes e zangam-se uns com os outros. Enfim deveria ser interessante se algum desses comentadores especialistas de futebol levantassem o olhar para discutir esse tipo de questão que tem que ver com o espetador a sua comodidade e os seus direitos. Não penso que vá acontecer!

Para mim são os próprios clubes que devem dar o exemplo se se preocuparem com os seus sócios e simpatizantes e quem paga bilhete. Há alguns anos escrevi ao então presidente Bruno de Carvalho a apontar este problema e a sugerir como enfrentá-lo. Claro que não recebi resposta alguma. O que eu recomendaria ao Sporting se não se atreve a estar do lado dos não fumadores e simplesmente proíbir fumar nas bancadas, seria criar bancadas ou parte delas para não fumadores.

Está na hora de haver uma consciencialização geral para proteger a saúde publica. Nestas alturas do novo Corona virus já se fez entender que os clubes não andam felizes com as normas impostas pela DGS mas quem manda nas bancadas quando não há legislacão é quem organiza os espetáculos. Ao atual presidente sr. Frederico Varandas faço o desafio de entrar no seculo XXI e levar a questão à sua direcão para o bem dos sócios e simpatizantes não fumadores. E olhe que são a maioria!