Annus horribilis

Terá sido um ano horrível aquele de 1879 na vida da família Pinheiro de Carvalho da Rua da Corredoura em Salvaterra do Extremo. João Henriques de Carvalho tinha vindo lá dos lados da Régua como comerciante conheceu Maria da Graça e teria pedido a sua mão ao pai, meu bisavô João Henriques Pinheiro (1817-1886). Casaram em 29 de Maio de 1865. Em 1879 já tinham nascido 9 filhos. Os dois últimos eram gémeos António e Felizarda, a filha mais velha era a Emilia Albertina que já tinha catorze anos. Morreram os três nesse nefasto ano de 1879 e como se não bastasse também terá padecido Maria da Graça que entretanto não encontrei nos livros de óbitos da paróquia de Nossa Senhora da Conceição.

João Henriques de Carvalho continua a sua vida até ao seu próprio falecimento em 1901. Penso que terá ficado na história da aldeia e penso até que foi benemérito tendo contribuído para a construção do novo cemitério. Foi afinal a morte um facto que viveu com a família de Salvaterra, não diferente de muitas outras nessas épocas. Dos nove filhos a quem deu à luz Maria da Graça sobreviveram duas filhas, a Hermínia e a Adriana. Está última foi mãe do actor Raúl de Carvalho que dá nome à avenida pela qual se entra na aldeia e cuja casa está agora na posse da família tendo como residente a Fafá Coimbra.

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