O Silvestre e a Maggie

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A gata que temos agora é a Maggie. É uma gata que sai à rua. Nasceu no campo e já se tinha habituado na ninhada a saír. O problema são as bulhas em que se envolve. Não sei bem quantas vezes já teve que visitar o veterinário por causa de feridas infetadas. Já anda com um funil enfiado na cabeça há duas semanas. Mas a ferida ainda não sarou. Coitada da Maggie fica desesperada pois não a deixamos sair à rua.

Pus-me a pensar no gato que nasceu comigo e me acompanhou durante os meus primeiros 16 anos. Nunca foi a um veterinário, que eu saiba. Só para ser capado. Era o Silvestre. Gato preto, elegante que se dizia era meio siames. Os meu pais trouxeram-no de Inglaterra. Não sei como fizeram a viagem. Quando fomos para a Urgeiriça ele foi tambem, evidentemente. Andaria lá fora à caça de ratos, lagartixas e passarinhos.

Quando fomos para Lisboa viver bem no centro de Lisboa o Silvestre fez-se gato de cidade. Tanto se dava em Campolide como nas Amoreiras. No velho campo da Aliança teria espaço para se movimentar. Às vezes ausentava-se por períodos e quando já o estávamos a dar por perdido lá aparecia ele.

Quando nos mudámos para Carcavelos e para a Praceta do Junqueiro penso que o Silvestre tinha uma vida feliz. Tinha pinhal bem próximo e muitos carros sob os quais se podia esconder. Trazia pulgas e mais os outros bichos de que já falámos mas nunca precisou de tratamentos médicos. Será que os gatos eram mais rijos ou mais pacificos que o são hoje? Na foto está a Maggie!

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