Homenagem à Costa dos anos 60

costa

Quando era pequeno não me recordo de alguma vez ter ido para as praias da linha do Estoril. Quando viviamos na Beira Alta era para a Figueira da Foz que íamos. Uma vez dramáticamente perdi de vista os meus pais e fui reencontrado a caminho da estrada que passa por trás da praia em grande e dramático alvoroço!

Depois e como já recordei era a praia das Maçãs ainda me lembrando de alguma visita à Ericeira ou Sesimbra. Penso que os meus pais preferiam o mar mais aberto do Atlantico às praias da marginal.

Mas a Costa da Caparica foi durante alguns anos até me mudar para a Praceta de Carcavelos, o destino das férias de verão.

Além dos muitos nomes das praias (que eram todas seguidas) como a do Rei, da Raínha, da Saúde,do Tarquino e do Evandro, tambem se falava da mistica Fonte da Telha e das praias de nudismo!

O mar tinha os seus dias mas avisava-se das correntes e dos peixes aranha. Ás tardinhas  gostava imenso de ajudar a trazer as redes. Puxavam-se a partir da praia e os pescadores penso que apreciavam esta ajuda voluntária. Fazia-se logo a seguir a distribuição do peixe que era levado dali em caixas de madeira.

Na vila própriamente dita imperava a Rua dos Pescadores que quase em linha recta levava os peões do centro à praia. Como miúdo apreciava principalmente a sala de jogos( que ainda lá está) em que além dos matraquilhos havia uma grande variedade de  jogos electricos de tiro, pinball, etc. Gostava imenso de lá ir mas os tostões não davam para muito.

Tambem havia um gelataria ao principio da rua em que se fazia a escolha dos diferentes sabores, uma novidade, que não se via ainda por muito sitio. Foi aí que aprendi que havia uma coisa chamada pistachio. Embora não soubesse  lá muito bem o que era, gostava.

evandro

One thought on “Homenagem à Costa dos anos 60

  1. Quando tinha uns cinco ou seis anos ia com a minha Mãe para a Caparica. Saíamos de Lisboa bem cedo, pelas 7 da manhâ, apanhávamos a camioneta e depois outra camioneta até à praia. Passávamos lá o dia todo. Minha Mãe levava um pequeno fogareiro de alcool para cozinhar um bifinho raspado para eu comer. Foi aí, nessa praia da Caparica ou Cova do Vapor que fui ligeiramente assombrado por um raio; talvez daí tenha vindo a paralísia que pouco depois me atingiu no lado esquerdo do corpo.

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