A francofonia em Portugal

Francoise

Relembrando a década de 60 e a música,a que gostávamos de ouvir, muito especialmente em disco, era francesa! É importante não esquecer, de facto, que a cultura francesa ocupava em Portugal um papel de bastante destaque. Basta lembrar que na escola e passada a 4ª classe era o francês que aparecia como primeira lingua estrangeira! Éramos muito mais francofones do que anglofones!

Felizmente para nós hoje, é fácil por intermédio da internet aceder a quase toda aquela música que pensávamos não mais podermos escutar. Eu, por exemplo, encontro quase tudo no Spotify. Mas naquela altura o gira discos era um móvel e quando era avançado podiam-se meter vários discos que iam caindo automáticamente, quando o braço chegava ao fim de um disco, para recomeçar noutro!

O meu primeiro contato com a música francesa foi por intermédio do interesse que tinha Alexandre O’Neill por alguns grandes nomes dessa época. Enumero especialmente dois que se escutavam na Eng. Miguel Pais muitas vezes. O Yves Montant e o Gilbert Bécaud. A “Nathalie” do Bécaud era não só musicalmente e vocalmente fantástica mas continha um texto que na ditadura era quase subversivo, pois tratava de uma guia russa em pleno Moscovo!

Uns anos mais tarde apareceram novos nomes da onda de rock e pop que tambem acabariam por fazer parte das nossa coleções discográficas agora adaptadas ao gira discos portátil!

Quem se esqueceu da Françoise Hardy e do seu “ Tous les garçons et les filles”? Esta música já apareceu no tempo da Praceta de Carcavelos! Depois tínhamos o Adamo, a Silvie Vartain e o Johnny Halliday! Vive la diférence!

3 thoughts on “A francofonia em Portugal

  1. Do gosto do Alexandre O´Neill era mais o Georges Brassens e, claro, o Yves Montand, mas não tanto o Gilbert Bécaut (esse mais romântico, da Pam).
    Tu só falas da francofonia na música, mas eu li o Sartre, o Camus, o Eluard, o Aragon, a Simonne de Beauvoir e tantos outros no original – até porque não estavam traduzidos em português, algumas das obras eram proibidíssimas. Até o Ulisses, do Joyce, eu li numa tradução francesa, assim como todo o Kafka. Isso foi tudo o que agradeço à ditadura: fiquei fluente em francês.

    • Obrigado Maria do Vale! Do Brassens não me recordo, lá em casa. Tens imensa razão quanto à literatura. Mas havia tambem o cinema. Escreverei algo sobre isso e fico sempre satisfeitissimo quando alguem completa ou reage. Um beijinho!

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