As maratonas das arcadas.

Praceta1

Na década de 60 podia-se circular por baixo de quase todas as arcadas da Praceta do Junqueiro. Exceptuava-se principalmente o hotel  S. Julião. Inspirados por algum evento desportivo voluntariaram-se vários jovens para competir a ver quem conseguia dar mais voltas à Praceta a correr. Já nessa altura não desistia e não gostava de perder. Tirem as conclusões…

Havia sim alguns desportistas na Praceta. Já anteriormente me referi ao Mário Simões que alem de ser um craque em natação e raguebi  tambem jogava à bola.

Um ano compôs-se uma equipa do Carcavelos em que entre outros figuravam o Mário e um tal Pavão que era quem marcava os golos. Foi uma boa equipa que chegou a despertar o interesse dos clubes grandes.

Outro atleta da nossa praça era o Zé Manel da Marina! Andava no atletismo e nas corridas de meio fundo ou fundo. Ele depois há-de esclarecer aqui as coisas e dar algumas explicações. É que uma vez fomos ao Estádio Nacional ver e apoiar o Zé em competição. As coisas até estavam a correr bem só que a uma certa altura começou a puxar pelos calções como que a queixar-se que lhe estavam a apertar ou a apertar qualquer coisa. Enfim foi uma carreira que não deu para chegar aos Olimpicos!

2 thoughts on “As maratonas das arcadas.

  1. Pois é assim mesmo. Já fazia atletismo há algum tempo. Era mesmo um valor que desponta.
    Quando comecei andava no Secundário e fui um êxito. No Liceu D. João de Castro era conhecido na minha turma por Zé Kilómetro. Nessa altura já tinha pedigree. Tinha ganho já muita coisa ou estava normalmente entre os três primeiros entre tudo o que era corrida, de mil até 7 mil, de pista, estrada ou corta-mato.
    Essa era a final do campeonato nacional da distancia que não me recordo, mas seguramente seria de “meia distância”, talvez 5 mil metros, ou se calhar, como éramos jovens fosse menos. No entanto eu era um dos favoritos. Isto é, um dos que se esperava disputar em cima da linha da meta a vitória, entre dois outros que estariam ao, mais ou menos, mesmo nível que eu.
    Costumava correr de cuecas. Não tinha uns “slips” próprios de corrida que ajustam as “partes”, como se diz no Algarve, os tomates. Andavam para ali a bandear da esquerda para a direita. Enfim, falta de material adequado. Nesse dia decidi vestir o meu fato de banho para sujeitar os tomates. Mas não obtive êxito. Não os sujeitei. Apertei-os. E ao longo da corrida esse aperto tornou-se perturbador ao ponto de ter abandonado a luta pela vitória. Não me lembro se desisti, se fiquei em terceiro ou quarto, ou simplesmente fiquei para trás.
    Além de vocês estava o meu pai que tinha ido com um amigo ver-me correr, pela primeira vez. De fato era a prova mais importante que já tinha tido até aí.
    Foi um momento alto, no sentido que compreendi algumas coisas da vida.
    Um fato de banho arruína uma carreira.
    Continuei a ganhar medalhas no sector Universitário, mas deixei por completo a competição. Não foi por causa do que aconteceu, mas porque estava já noutra vida.

  2. Muito bem Zé Manel! Sabia que podia contar contigo para ajudar a elucidar os nossos leitores sobre os grandes dramas das nossas vidas. Além do mais ninguem se pode queixar de falta de dados para perceber mesmo sem ser formado em Ciencias Naturais o que as diferentes partes da anatomia podem causar de prejuizo se não forem bem utilizadas ou forem chamadas a participar em eventos para os quais não foram criadas. Hoje em dia os atletas tem técnicos para lhes escolherem o material desportivo mas nós lá andávamos a fazer desporto como podíamos. Um grande abraco do Stafford

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