Quiz só para Sportinguistas autenticos!

autografos sporting

Amanhã é dia 1 de abril. Além de ser dia das mentiras tambem joga o SCP contra o outro Sporting- O de Braga! Vão aparecer centenas de comentários na página do Facebook durante a partida! Se as coisas correrem bem somos os melhores do mundo e o novo presidente Bruno de Carvalho já está a dar cartas. Se as coisas correrem mal para o Sporting de Lisboa os jogadores são uns abéculas e o treinador assim como o presidente deve ir prá rua!

A paixão clubista no nosso país é sobejamente conhecida! Quando o Sporting aparece em 10º  lugar da classificação depois de 23 jornadas e ainda por cima com o país de rastos não admira que os niveis de frustração andem no máximo.

Quero contribuir com este entretimento que consiste em vos apresentar aqui os autógrafos colhidos por mim no Hotel Praia Mar que fica em Carcavelos logo ali ao lado da Praceta do Junqueiro. Quem consegue distinguir os nomes?

Nessa época de 1966/67 o Sporting com esta equipa  acabou em 4º  lugar mas começou o campeonato bem mal e acabou por ser despedido o treinador Fernando Argila, que seria substituido mais tarde por Armando Ferreira.  O jogo lá em Braga não nos correu muito bem e os arsenalistas deram-nos 3-1. O golo do Sporting foi do João Morais , mas se foi de canto direto não sei…Vamos ver se o Jesualdo consegue melhor!

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A idade da parvalheira

adolescentes

De que se trata afinal a idade da parvalheira tambem conhecida como idade do armário, etc? Ora, é aquele período na adolescencia, em que os sujeitos tem comportamento irracional e de dificil explicação ou justificação. Esse periodo para mim passei-o quando vivia na Praceta do Junqueiro em Carcavelos.

A passagem da idade infantil para a idade adulta é um processo complicado e causa comportamentos distintos entre os “apanhados”. Existe sem duvida uma forte chamada para fazer disparates naquela idade

Em relação aos “acontecimentos” começo já, por pedir desculpa, em meu nome e em nome dos outras comparsas, se conseguimos chatear alguem o que afinal era mesmo a finalidade das ações. Vou enumerar algumas para dar oportunidade aos leitores- especialmente aqueles do ” Grupo da Praceta e Bairro do Junqueiro, em Carcavelos” do Facebook de poderem reagir e receber as tais devidas desculpas…

1-Tocar às campaínhas o que fazia com o intuito de maçar as pessoas e de preferencia fazer com que nos perseguissem. 2- Ir para a marginal fazer de conta que se estava a esticar uma corda à frente dos carros que passavam com o intuito de os fazer parar com respetiva perseguição 3 – Ida à caça dos Gambuzinos que se fez uma vez ou outra com o intuito de forçar um noviço a meter a mão dentro de um saco contendo caca. ( se algum dos leitores foi vitimado por este horroroso procedimento, não precisa de se identificar).

Outras coisas menos séries eram as passaeatas noturnas pela mata dos ingleses para ver se algum guarda aparecia para nos dar tiros o que felizmente nunca aconteceu mas com uma perspectiva de perigo mais acentuada. Desconfio que as gerações mais recentes não ficam minimamente impressionadas com estes comportamentos mas pronto, ao menos ficam a saber o que faziam os da década de cinquenta!

The Begernies

BegerniesAs I will soon be going back to London to spend a few days, there are family facts that come back of this fantastic city that saw several generations of my forefathers as their own place of existence. Their lives were filled, for sure, with joy and sorrow. My great grandfather William Begernie was born in 1875 in Lambeth, Southwark and died only 31 years old 1n 1906 at the Bethnal Green Chest Hospital. Like so many others at that time victim of TBC.

Going back in time I  find out that the ancestors of my Begernie grandmother Dorothy Maude  had been residents of the East End, an area of London synonymous with poverty, overcrowding, disease and criminality. The Begernies were shopkeepers with connections to the butcher trade. That was at any rate William Begernie’s profession at the time of death. My life in London connected very little with my ancestral past.

My London days were very much limited to a geographical area comprising the centre proper (West End ) and the areas going south with Croydon and Richmond as its limits.Having worked in the City I have come very near some of our ancestors without knowing it. I shall now be staying in the Southwark area. I do look forward to meeting my “little” cousin Louise Frith whom I have not seen since 1968. She also has Begernie blood in her veins. We shall be meeting at Waterloo station, also near the areas where the Begernies lived.Many of them left for Canada seeing that emmigration to the “New World” was an alternative for many Londoners in those days. Some arrive and some leave. Most of the one’s in the picture from 1907 did leave!

 

Gin and Bitter lemon

GordonsWorking for the employment agency meant that I was generally driven to a place of work without previous information of its whereabouts or what the work consisted of.I saw the whole thing as somewhat of an adventure even though I needed the money. I was curious to see what the day would bring… Obviously it was not the same for the ordinary staff that I worked with and where I showed up on temporary basis.

When I found myself at the Gordon Gin’s plant for example it was all about fitting in whether I thought that the breaks were unnecessary long or unnecessary many. My job was to feed the empty bottles into the processing line. They came in cardboard boxes and were fed upside down. After a while someone would relieve me and I would go into a canteen where tea was drunk and cards were played. Obviously in our automated and computerized world such jobs do not any longer exist.

The London gin is famous and one of its main brands is and was Gordon’s. The factory has long ago moved to Scotland but I know that it was established in London by Alexander Gordon , a Londoner of Scottish descent, in 1769. All production moved to the Gordon’s Goswell Rd. site in 1898. It was here that I worked in 1972. Once I was invited to go up and look down into a vat which almost knocked me off with the alcohol fumes I inhaled.

Another big company that I made a brief encounter with was the Schweppes plant where Bitter Lemon was produced. The strong smell of lemon peel stays with me as a memory of a drink I have never bought. Wonder if anyone ever drinks it today and if so in what manner!

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O João Manuel

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No dia 29 de março de 1938 tinha o João Manuel uns 12 anitos foi estreado o filme “ A Canção da Terra”. Tratava-se duma longa metragem com direção de Jorge Brum do Canto. Era a sua primeira longa metragem. Os  exteriores são filmados  na ilha de Porto Santo. Na ilha chovia pouco e a escassez da água fazia com que esta fosse motivo de conflito especialmente envolvendo o lavrador Gonçalves e sua namorada cujos amores eram cobiça de João Venâncio que por esse motivo não queria dividir a sua água com o antagonista!

O papel do João Manuel era divertido. O puto queria era andar a cantarolar e a pescar e sem se preocupar muito com as zaragatas da ilha! Era uma das personagens que se utilizavam com sucesso, para introduzir uma pouco de humor e boa disposicão no drama insular que se desenrolava.

Sendo o João Manuel meu pai fomos uma vez ver o filme a um qualquer cinema na área de Lisboa. Deveria ter menos de 12 anos pois recordo-me do meu pai falar lá com o porteiro a explicar porque deveria poder entrar para um filme que estava categorizado para maiores de 12 anos. Lá vimos o filme sem que alguem do cinema tivesse pedido a uma das estrelas presentes que se apresentasse ao público e recebesse uma salva de palmas. Enfim…

No fim do filme à saída ouviram-se uns comentários alegres das pessoas que achavam que o João Manuel tinha mesmo piada! Foi um motivo de muito orgulho ter como pai um ator mesmo infantil! Quem quiser poderá aqui ver um excerto de um dos filmes que ficou até hoje na memória cinematográfica de Portugal!

Ihttp://www.youtube.com/watch?v=Ii9a2U2yyYU

O instituto Britânico

institutoO Instituto Britânico na Rua Luis Fernandes em Lisboa bem perto da Escola Politécnica  foi parte integrante da mina vida. Se por um lado era o Instituto que me levava a mãe a não estar muito em casa era tambem motivo de orgulho e um sitio que sempre me foi acolhedor.

A minha mãe dava lá lições de ingles para adultos. Fé-lo durante anos desde a idade dos 30 até se reformar. A sua vida estava intimamente ligada ao Instituto. Cheguei a frequentar uma classe noturna dela sendo a única criança presente e consegui aperceber-me que a mãe Pamela tinha dotes de pedagogia. Era estimada pelos alunos! Na foto está ao centro com uma das suas classes!

O casarão em que fica o Instituto é o antigo palácio onde residiu o milionário brasileiro Luis Fernandes conhecido como o menino de oiro. Foi adquirido pelo British Council e aí ficou instalado desde 1951. O British Council deve promover e fortalecer a cultura Britânica.

Guardo muitas memórias do Instituto. Foi aí que na Televisão vimos o casamento da princesa Margarida em 1960. Gostava particularmente da biblioteca bem rechaeada de livros e revistas de futebol onde passava horas.

Nos jardins havia uma relva bem cuidada e uma árvore que dava romãs.Tinha o seu ambiente único, os seus cheiros particulares e cá fora havia a tasca do Sr. Serafim onde o pessoal do instituto se encontrava para confraternização e refeições que segundo me diziam às vezes eram fiadas para os clientes mais habituais.

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What am I?

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The nationality question has undergone a lot of mental and legal changes since the Second World War and the development of the European Union.

Certain countries such as Britain have long had the principle of “Jus Soli” which means that the place of birth defines the nationality. As I was born in Stafford, England my nationality was British from birth. Portugal in turn defines nationality as connected with the father’s nationality “Jus Sanguinis”. From the moment I was registered at a Portuguese consulate I became Portuguese.

Britain was one of the countries that first accepted dual nationality. That meant for practical purpose that in Britain I was both British and Portuguese whereas in Portugal only Portuguese. This created a problem and in order to be able to return to Portugal without risking being drafted to the war it was necessary to renounce the Portuguese nationality which was done through the consulate in London. I learned that this renouncement was finally granted but already after the 25th of April 1974. Soon after, and to comply with the interest of many Portuguese immigrated citizens, Portugal accepted dual nationality! For my part I had wasted time, money and fidelity points!

 

After many years, living in Sweden and because I did not have full political rights here, I decided to apply for Swedish nationality. This was granted but I was obliged to write to British authorities in order to explain that I no longer wished to be a British national. After this process was finalized and I had obtained a Swedish passport it was finally decide that Sweden would accept dual nationality.

It all boils down to the fact that I could have had three nationalities but have only one! My first passport is Portuguese and if it hasn’t been destroyed it will be filed in some Lisbon office dealing with nationality!

Humpty Dumpty at the Hudson Bay Company

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Obviously I was not prepared when I got the sack from Maximus in Leicester Square. But I always knew it would come so new life was eminent. Just as when I left the City I looked forward to what life would bring. I did not have a great fall like Humpty Dumpty , just a small one. ..

 

As I had not been unemployed up to then I immediately set out to look for a new job or jobs. I never bothered to go on any unemployment benefit. There was in Earl’s Court at least one employment agency. I was informed that you came early and if  needed you would get work immediately. I looked for this place early in the morning and that is how I managed to experience in the course of a few months several different jobs which gave me a new important perspective on life. At this time the Asians from Uganda had been coming over before finally expelled by Idi Amin in August and many of those queuing up for jobs were refugees from that group.

We were transported to a large building in the centre of London, near Bishopsgate- The Beaver Hall, I think it was. This institution dated back to 1760 when British interests wanted to get control of the french fur trade. I was shown to a large room with packed carts containing Swakara- South African lamb. The furs were completely black and shiny, short and wavy. My job consisted on getting carts and showing them to potential buyers that after inspection would participate in the auctions.

I must have been there for some weeks as I remember the mink and the beaver auctions. This place was huge and lived on for a few years more before closing down and seeing all operations transferred to Canada.

O Transpraia e a prova dos noves

 

Transpraia

Portugal é um país de praias. Quase ninguem hoje deixa de ter uma relação com alguma das muitas praias de mar que temos ao longo da nossa costa.  Ora bem, se a Praia das Maçãs foi a minha primeira praia e Carcavelos a ultima tem a Costa da Caparica o titulo de intermediária. As minhas primeiras memórias dessa praia estão relacionadas com o passeio que se fazia para lá utilizando diversos meios de transporte. Ainda não havia a ponte e tinha que se apanhar um cacilheiro aberto com o sem transporte de carros para fazer a travessia. Chegados à outra banda apanhava-se um autocarro que fazia uma viagem ainda prolongada pois passava por aldeolas e lugares até finalmente chegar à Costa.

Neste principio de década era com a minha mãe que me recordo ir. Tinha lá as suas amigas e recordo-me por exemplo da Maria José que tinha feito duma garagem casa de veraneio. O ambiente da Costa era diferente. Ainda era uma vila de pescadores. Mas os Lisboetas cada vez mais procuravam esses quilómetros de areia para fazer praia. Ainda por cima o pequeno comboio da Transpraia tinha sido inaugurado em 1960 o que permitia chegar mais longe a sitios desertos de gente!

 

Nos meses de inverno os barracões dos diferentes banheiros lá tentavam sobreviver às forças do mar que quase todos os anos galgavam a praia e destruíam essas contruções de madeira.  Nesta época começa ficar claro que a matemática não é o meu forte na escola. A minha mãe contacta uma senhora já velhota num desses barracões que me punha a fazer enormes contas de multiplicar às quais tinha depois que tirar a prova dos noves. Agora tenho uma pergunta aos queridos leitores…Quem já fez provas dos noves levante o braço ou exprima-se de qualquer outra forma… Hei-de voltar ao tema da Costa pois há bastante ainda para contar.

O Santo António da Praceta

saltar fogueira

Embora esta foto não seja da Praceta do Junqueiro em Carcavelos penso que elucida bastante o entusiasmo que se vivia tambêm lá, por altura dos Santos Populares e principalmente na véspera da festa de Santo António.

A cultura de cada país identifica as pessoas e dessa forma as traz mais perto umas das outras. O mês de junho é caracterizado em Portugal pela celebrações de Santo António, São João e São Pedro. Na região de Lisboa dá-se mais importância ao S. António pois ele até era de lá.

 As tradições mais tipicas são as marchas populares e as conotacões casamenteiras que tem que ver com a fecundidade ou reprodução da natureza incluindo a dos seres humanos. Os manjericos tambêm do foro dos namoricos e os obrigatórios comes e bebes que fazem parte da cultura portuguesa durante todo o ano!

Tudo isto são formas de festejo pagãs e que se adaptaram para as pessoas aceitarem a nova religião cristã.  Aqui na Suécia há o Midsommar e antes disso fazem-se grandes fogueiras cujo propósito é queimar o que o inverno deixou para dar lugar à primavera e tambem afugentar uma bruxa ou outra.

 No centro da  Praceta juntavam-se as pessoas em forma de familia ao anoitecer do dia 12 para confraternizar à volta da fogueira. Tambem serviam para os rapazes darem provas de grande valentia e nenhum temor! Até uma certa idade lá andávamos a saltar à fogueira até às tantas para chegarmos a casa como heróis a cheirar a fumo e com as pestanas e sobrancelhas queimadas mas com a beneficio do dever cumprido. Era de facto uma ocasião única de dar nas vistas e eu não era daqueles que perdesse uma tal oportunidade. Olha o convencido!!!!