O atropelamento que não foi!

Rua A

Estaríamos no ano de 1961 ou 62. Vivia nessa altura na Rua A às Amoreiras num prédio que se  ainda não foi abatido está por dias. Ía ver a minha mãe e já era tardinha. Estava escuro. Teria que fazer um percurso bastante comprido pois a minha mãe estava na Calçada Eng. Miguel Pais. Para chegar lá tinha que atravessar a Duarte Pacheco, descer a Rua das Amoreiras até chegar ao Rato e subir a Escola Politécnica até à Miguel Pais.

Naquela altura andava-se muito a pé. A Engenheiro Duarte Pacheco já era uma grande via com muito transito. Havia lá geralmente um policia sinaleiro. Mas agora já não havia no sentido tradicional. Acabava de se extrear a sinalização de transito que era semi-automática, ou seja o policia ainda lá estava e era ele que carregava nos botões consoante a situação que estava.  A moda não pegou sabe-se lá porquê  e acabou tudo por ficar mesmo completamente automático.

Vi os carros pararem e comecei a atravessar a rua quando vejo um carro vir  contra mim do lado oposto. Ía a correr e com um golpe de rins saí ileso. Caíram-me em cima o sinaleiro e o condutor. Se eu era maluco, como me chamava, o que andava a fazer?? Juntaram-se logo mais uns populares curiosos por saber o que se tinha passado, se havia sangue, etc. Se me tinha assustado, mais assustado fiquei. Rápidamente passei de quase vitima para quase culpado. Era o infractor!

Senti as calças molhadas à medida que ía dando dados. Explicava que ía ver a minha mãe na morada que já referi e que se chamava Pamela. Aí o condutor perguntou se a minha mãe era professora de inglês no Instituto Britânico. Era sim senhor… Bom então podia seguir porque sendo ele mesmo seu aluno depois falava com ela.

Foi assim que me escapei por um triz para vos contar esta história!

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