A Praia das Maçãs

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Teria uns 8 anos quando me mandaram para a colónia de férias do Colégio Valsassina. Era um casarão a uns quilómetros da Praia das Maçãs. O casal de Santiago, como penso que estava batizado, ficava a uns dez minutos a pé da praia. Para aí íamos e daí vínhamos continuamente, em ordenada fila indiana.

Fui para lá conduzido duas vezes diretamente do colégio, onde estava internado! O chofer era o dono do colégio, o Sr. Heitor que tinha a particularidade de conduzir um automóvel de dois lugares da marca Carmen Ghia. Fazia o sr. Heitor uma espécie de som, entre assobio e cantarolar, pois há que ter em conta que eu não seria grande conversa para ele e ainda não havia aparelhagens de música, para automóveis.

Seguiam-se rituais e rotinas na colónia de férias. De manhã, pequeno almoço,passeio para a praia,volta para almoçar, sesta, lanche, passeio para a praia, volta da praia, jantar e cama. Antes de cada dormida haviam rezas. A senhora encarregada da ordem do nosso dormitório fazia questão destas rezas e foi assim que ainda hoje sei de cor a Ave Maria e o Pai Nosso e mais umas extras!

Fora destes hábitos diários, que nos traziam e levavam, num vaivém mergulhados, naqueles ares saudáveis da serra, havia ainda uns pontos altos que me vêm à memória.

Um era um campeonato de futebol de salão na área da piscina em que os mais novos, como eu, aspiravam a algum dia tambem, jogarem num sitio que até tinha bancadas e logo como consequencia, público.

O outro era o meu sonho mais alto. Ter uma bicicleta. Abria-se a possibilidade, participando no concurso de contruções na areia que se efetuava anualmente por muitas praias em Portugal. Era possivel em teoria e estava à minha mercê, mas na prática… Nunca aconteceu!

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